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Cultura Local > O Poder Local > O Município Senhorial
Dinastia dos Goes
1º Período
Anaia Vestares (? - 1169)
Maria Anaia
Gonçalo Dias de Goes
Salvador Gonçalves
Pedro Salvadores de Goes (? - 1243)
Vasco Farinha de Goes
2º Período (Os Vasques)
Martim Vasques de Goes
Estêvão Vasques de Goes
Mécia Vasques de Goes (? - 1444)
[Gomes Martins de Lemos, o “Velho”]
3º Período (Os Lemos)
Fernão Gomes de Goes (? - 1458)
[Gomes Martins de Lemos, o “Novo”] (? - 1490)
Beatriz Lemos de Goes (? - 1521?)
* * *
Maria Anaia
Recebe o senhorio de deu pai e casa com Gonçalo Dias.
Salvador Gonçalves
Segundo filho de Gonçalo Dias de Goes e de Maria Anaia, tendo herdado o senhorio de Goes.
Casou com Teresa (ou Maior) Mendes, filha de Mendo Afonso de Refoios, mordomo da Casa Real.
Foi sepultado no Mosteiro de Santa Cruz, a seu pedido.
Martim Vasques de Goes
Primogénito de Maria Vasques de Goes e de Vasco Rodrigues Viegas, tendo sucedido a seu tio no senhorio de Góis.
Conselheiro do rei D. Pedro.
Combateu em Castela e em Aragão, servindo o rei castelhano D. Pedro, O Cruel, sobrinho do nosso rei D. Pedro, O Justiceiro.
Em Góis, outorgou um segundo foral, em 7 de Abril de 1343, na prática, um foral complementar do que fora feito por seu tio.
Casou com Violante Afonso de Melo, de quem teve dois filhos.
Estêvão Vasques de Goes
Filho segundo de Martim Vasques de Goes e de Violante Afonso de Melo.
Casou com Constança Afonso.
Esteve ao lado de D. João I, nomeadamente nas Cortes de Coimbra de 1385, nas quais foi feita a aclamação do rei. Participou na batalha de Aljubarrota, tendo sido na véspera armado cavaleiro.
Nomeado alcaide-mor de Lisboa.
Constituiu a Colegiada de Góis, em 10 de Abril de 1377, por acordo estabelecido com o prior Fernão Gil, cónego da Sé de Coimbra.
Nenhum dos seus filhos, todos eles ligados à Ordem dos Hospitalários, herdou o senhorio de Goes, o qual passaria directamente para sua neta Mécia Vasques de Goes.*
* Esta transmissão de senhorio para Mécia Vasques de Goes tem levantado dúvidas entre genealogistas e outros que se têm debruçado sobre o assunto, tendo-se sugerido várias hipóteses. A versão aqui apresentada é a defendida no livro “Os Caminhos dos Góis”, de João Nogueira Ramos.
Gomes Martins de Lemos, o “Moço” (? - 1490)
Segundo filho de Gomes Martins de Lemos, o “Velho”, e de Mécia Vasques de Goes.
Combateu em África, na tomada de Alcácer-Ceguer e de Ceuta. Como conselheiro do rei, acompanhou-o em várias missões diplomáticas.
Contestou a herança dos seus pais, travando, durante toda a sua vida, uma longa batalha judicial. Em consequência, o rei D. Afonso V, movido por interesses políticos, concedeu-lhe o senhorio das terras de Góis, durante um período que decorre de Julho de 1448 a Setembro de 1451, altura que o restitui novamente a Fernão Gomes de Goes.
Casou com Maria de Azevedo, donzela da casa da Infanta D. Isabel, mulher do Infante D. Pedro.
Entre várias gratificações recebidas de D. Afonso V, pelos serviços prestados, saliente-se as terras de Trofa, na freguesia de Trofa de Vouga, concelho de Águeda, onde mais tarde iria ser constituído, por um seu neto, o panteão da família.
Morreu em 1490.
Beatriz Lemos de Goes (? - !521?)
Por morte de seu marido, Diogo Martins da Silveira, em Marrocos, no ano 1464, quando acompanhava o rei numa expedição a Tânger, Beatriz Lemos de Goes, fica viúva muito nova e com quatro filhos menores. Administrará as terras de Góis até ao seu falecimento, ocorrido em cerca de 1520.
Será o último goisiano do senhorio de Góis.
***
Nota – Chama-se a atenção para o facto de esta sequência genealógica dos Goes, à testa do senhorio, diferir da que é apresentada por Mário Paredes Ramos, há meio século, no seu “Arquivo Histórico de Góis”.
Ela é resultante de pesquisas feitas posteriormente, apoiada em base documental (veja-se “Nos Caminhos dos Góis”, de João Nogueira Ramos, e “A Nossa Biblioteca”, bibliografia inserida neste Portal).