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Museu Nacional de Arte Antiga
Apresentação
Pela extensão, diversidade e relevância das suas colecções, o MNAA é o mais importante museu português e um dos grandes museus do mundo. As diversas obras em exposição permitem um entendimento global, ainda que necessariamente residual, da arte produzida num País cuja unificação territorial ocorreu surpreendentemente cedo e, por isso, num arco cronológico que vai do século XIII ao XIX. Mas a circunstância de apresentar a mais importante colecção de pintura antiga portuguesa, especialmente a dos séculos XV – XVI, uma muito relevante colecção de pintura de proveniência estrangeira, que inclui um número significativo de obras-primas, bem como para obras resultantes da diáspora artística associada aos Descobrimentos Portugueses, reforça a sua importância num plano nacional e internacional.
Como qualquer outro grande museu, seja no que respeita ao edifício, seja à constituição e modos de apresentação das colecções, o MNAA é o resultado de um longo processo histórico e assume-se como uma estrutura essencialmente dinâmica. A revalorização de espaços e museografias, bem como a reprogramação de alguns núcleos estruturantes do percurso expositivo, constituem frentes prioritárias a par da realização de uma programação, cujos critérios têm em conta as relações possíveis com o acervo.
Tratando-se de um importante e dinâmico dispositivo cultural, a ocupar uma grande área da Rua das Janelas Verdes, os motivos para a visita são inumeráveis. Mas a relação com o rio Tejo, apenas mediada na ala sul por um extraordinário jardim, transforma também o MNAA num local de visita obrigatória.
História do Museu
O MNAA foi fundado em 1884, sob a designação de Museu Nacional de Belas-Artes e Arqueologia, constituindo a primeira criação em Portugal de um grande museu público dedicado às artes. O seu vasto acervo (actualmente mais de 44 mil peças) é o mais representativo conjunto nacional de património artístico móvel desde a Idade Média até ao início do século XIX, incluindo importantes colecções de proveniência estrangeira.
Instalado no antigo palácio dos Condes de Alvor (século XVII), o Museu foi consideravelmente ampliado em 1940, com a construção de um edifício anexo em espaço antes ocupado pelo Convento de Santo Alberto, fundação carmelita de que resta a igreja, de estilo barroco, integrada no percurso museológico.
Ulteriores campanhas de obras permitiram novas ampliações e sucessivas remodelações do espaço expositivo e de serviços de apoio ao visitante.
Colecções
O MNAA integra vastas e muito diversificadas colecções - pintura, escultura, desenho e gravura, ourivesaria, joalharia, mobiliário, artes da expansão portuguesa, cerâmica, têxteis, vidros, num total de mais de 44 mil peças.
Por limitação de espaço, questões de conservação e critérios de selecção, encontra-se exposto ao público um total de cerca de 5 mil peças.
A histórica representatividade das colecções do museu decorre, em primeira instância, da génese e proveniência maioritária do seu acervo oitocentista: o gigantesco espólio artístico dos mosteiros portugueses extintos em 1834 e na segunda metade desse século.
É ainda devedora, no quadro de posterior episódio de nacionalização de bens da Igreja, e também da Coroa, das incorporações efectuadas a partir do mobiliário artístico de algumas sés, paços episcopais e palácios reais sequentes à implantação da República (1910).
Por fim, as colecções em muito beneficiaram do regular movimento de doações, legados e aquisições decorrentes do coleccionismo privado ou do mercado de objectos de arte, e que têm contribuído para a expansão, diversidade e elevado nível do seu conteúdo.