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Imprensa periódica

Cultura Local > Artes e letras

Os jornais no concelho de Góis surgiram em dois períodos distintos, resultantes do ambiente social de então.
O primeiro logo após a implantação da República, uma época de agitação criadora e propícia à participação dos cidadãos na vida local. Foram, naturalmente, de duração efémera.
O segundo nos inícios da década sessenta, com os boletins paroquiais. João XXIII fora coroado em 1958 e em breve fazia-se sentir a sua doutrina social, traduzida na convocação do Concílio Vaticano e nas suas duas conhecidas Encíclicas. Dos três boletins goienses, ainda hoje persiste “O Varzeense”, da paróquia de Vila Nova do Ceira.
Entretanto, nos tempos actuais, de passagem da era de Gutemberg para a digital, novos hábitos de leitura se têm instalado. Os jovens de hoje não lêem jornais no suporte actual, nem o farão de futuro. O referencial de informação passa cada vez mais pela televisão e internet, pelos sites, blogues e hipertextos, e por outros suportes mais que se estão a desenvolver.

Nesta pequena resenha, indicamos também aqueles jornais que, embora sediados em concelhos vizinhos, incluíram a nossa terra na sua área de actuação jornalística e, por isso, são fontes de consulta para os curiosos e os amantes da nossa cultura.



Jornais do concelho de Góis

1911
O Alvarense
Quinzenário noticioso e defensor dos interesses do povo desta região
Primeiro número em 15 de Julho de 1911.
Director e Proprietário: Joaquim Henriques de Almeida
Editor: José Maria da Fonseca
Redacção e administração em Alvares.
No nº 8, de 15 de Novembro de 1911, anuncia-se a intenção de se proceder a uma mudança completa, quer no título (
Flexa), localização e formato, quer no seu conteúdo (passando a carácter político e literário).


1912
Eco das Serras
Jornal Democrático de Propaganda e Defesa de Góis, Arganil, Pampilhosa e Lousã
Primeiro número em 20 de Abril de 1912.
Editor, Proprietário e Administrador: A. Alberto Torres Garcia
Redactor principal: Victor Duarte
Outros redactores: António Nogueira, Eurico Nogueira, Júlio Gonçalves, Marques Ferrer.
Jornal goiense, com a sede da administração em Coimbra.
Publicação regular até ao número 47, de 27 de Abril de 1913 (Victor Duarte deixa nesta data as funções no jornal, para poder terminar a sua formatura).



1960
O Colmeal
Boletim mensal da paróquia


Primeiro número em 18 de Fevereiro de 1960.
Fundado pelo Padre Fernando Rodrigues Ribeiro, seu primeiro director.
Seria continuado por: Padre Antunes de Brito, a partir de 1961, Padre Mendes Antunes, em 1963, Padre Marques Mendes ainda em 1963, Padre António Diniz a partir de 1965, Padre Anselmo Gaspar, em 1968, Monsenhor Duarte de Almeida, em 1973, Padre Sertório Martins, ainda em 1973, e, a partir de 1976, Padre Manuel Pinto Caetano.

Com este último director, o jornal publicava-se até Agosto de 1982, com o nº 187, com que termina a sua existência

1963
O Varzeense

Boletim Paroquial de Vila Nova do Ceira

Primeiro número em 15 de Março de 1963.
Foi seu fundador e primeiro responsável Padre Fernando Rodrigues Ribeiro.
Em 1980, José de Matos Cruz é o seu colaborador principal, ocupando o lugar de Chefe de Redacção a partir de Setembro de 1981 e permanecendo ao longo de mais de vinte anos. O jornal é renovado em grafia, qualidade de papel e vai aumentando o número de páginas.
Em Janeiro de 1984 passa a ser responsável Padre Carlos da Cruz Cardoso, que seria substituído, em Julho de 1999, pelo actual director, Padre António José Calixto de Almeida.
Na década de noventa passaria de mensal a quinzenal e, já na primeira década deste século, alteraria de novo o seu grafismo.


1964
O Goiense
Boletim da família paroquial


Primeiro número em Fevereiro de 1964.
Fundado por Padre Antonino Barata dos Reis, seu primeiro responsável.
Numa primeira fase, o jornal manteria uma edição regular, mensal, até Outubro de 1966, altura em que, com o número 30, veria interrompida a publicação.
Uma segunda fase seria iniciada em Janeiro de 1968, com o nº 31, agora sob dinamização e direcção do então pároco de Góis, António Diniz.
Em Agosto de 1973, com a edição nº 90, o jornal termina a sua vida.


1974
Novo Rumo

Primeiro número em 21 de Novembro de 1974.
Foi impulsionado pelo Grupo de Juventude de Góis que se apoiava no equipamento do Centro Paroquial. Os seus promotores, membros do Grupo de Juventude, que eram, simultaneamente, repórteres, colunistas, editores, “tipógrafos”, ardinas, etc., tinham como objectivo criar um meio que divulgasse não só os acontecimentos locais mas também uma forma de promover a cultura.
A sua última edição, com o nº 8, seria em 17 de Novembro de 1975.


Outros jornais da Beira Serra
(que prestaram atenção ao concelho de Góis)


1901
A Comarca de Arganil
Primeiro número em 1 de Janeiro de 1901.
Primeiro proprietário e editor responsável: A. José Gonçalves
“A acção do empresário e político goiense Francisco Inácio Dias Nogueira foi fundamental para o arranque e institucionalização de “A Comarca de Arganil”, pois para além de financiador foi também director” (A Comarca de Arganil” nº 509).
Eugénio Moreira, António Lopes da Costa, José Castanheira Nunes, João Castanheira Nunes, Francisco Carvalho da Cruz e Jorge Moreira da Costa Pereira são nomes de referência na direcção do jornal.
O jornal passaria de semanal a bissemanário em 1927 e a trissemanário na passagem do seu 50º aniversário. Regressaria a bissemanário em Novembro de 2000.
Militante no regionalismo da Beira Serra, teve sempre como lema a defesa da dos interesses da área da comarca, em que se insere o concelho de Góis.


1909
O Serrano
Jornal independente. Defensor dos interesses deste concelho e de toda esta região
Primeiro número em 15 de Outubro de 1909.
Sede na Pampilhosa da Serra.
Director e proprietário: José Cardoso
Administrador: Jaime M. da Cunha
Periodicidade quinzenal, passando depois a semanal.
A 21 de Dezembro de 1913 suspende a publicação, prometendo regressar.


1913
Jornal de Arganil
Primeiro número em 29 de Março de 1913, tendo como seu director, Veiga Simões.
Em 10 de Julho de 1915, com o º 120, suspende a publicação, sendo substituído pelo ”Correio de Arganil”.
Em 30 de Março de 1926, inicia uma segunda fase, assumindo-se como semanário de uma região, abrangendo os concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Covilhã, Vila Nova de Poiares, Lousã e Pedrógão Grande.
Periódico que manteria uma publicação regular até aos nossos dias.


1915
Correio de Arganil
Primeiro número em 17 de Julho de 1915, tendo como director, Veiga Simões, sucedendo ao Jornal de Arganil.
Última publicação em 2 de Setembro de 1916 (?).


1935
A Gazeta das Serras
Mensário regionalista, defensor dos interesses do concelho da Pampilhosa da Serra e dos concelhos limítrofes
Primeiro número em 31 de Janeiro de 1935.
Sede em Lisboa.
Administrador, proprietário e editor: Miguel das Neves Pinto
Director: José Maria Alves Caetano
No concelho de Góis, tem dado atenção sobretudo à freguesia de Alvares.


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