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Cultura Local > O Poder Local
Introdução
Ao edificarmos uma parte da história autárquica de Góis, julgamos contribuir para o fortalecimento da identidade do município e a coesão entre os seus habitantes. É um pouco da nossa memória colectiva, base importante para o estabelecimento do que queremos ser no futuro.
O bem-estar e a prosperidade dos goienses podem ser majorados se o concelho for considerado como um projecto colectivo, um espaço de partilha de heranças e de culturas comuns, em que todos se devam sentir responsáveis pela resolução dos principais problemas.
Penso naqueles que melhor estão preparados para a gestão da rex publica, em quem mais se deposita a esperança de poderem contribuir para o desenvolvimento da nossa terra. Penso nos mais jovens, da nova geração que está a despontar para a vida social e política, que gostaríamos de os ver interessarem-se mais pelos problemas locais, com as suas ideias e reivindicações, não se silenciando perante as injustiças e os ataques aos seus direitos de cidadania. Penso igualmente em todos goienses anónimos, que, amando a sua terra, gostariam de ver, na actuação dos seus políticos, o interesse colectivo a sobrepor-se ao individual e o desanuviamento da luta egoísta, por vezes irresponsável, que alguns teimam em fazer, para conquistar a todo o custo o poder.
Nesta breve súmula (que esperamos poder desenvolver em obra a publicar), relembro os que tiveram mais responsabilidade na gestão dos recursos da nossa terra, aqueles que dão rosto ao nosso passado. Sobretudo no período após a queda da Monarquia Absoluta, em que as decisões de desenvolvimento local foram sendo colocadas, embora com avanços e recuos, cada vez mais próximas dos autóctones.
Dá-se também uma ideia de como a organização administrativa do nosso país tem andado aos tombos, numa miscelânea de experiências e de interesses particulares. O que parece ainda não ter parado, pois novas mexidas se aguardam, comentando-se até que os pequenos concelhos estarão em dificuldades de se manterem, por razões economicistas.
Se o concelho de Góis é pequeno em população, devido à desertificação recente, não o é em área e em tradições. Sem esquecer que os seus primórdios remontam ao início do século XII, ainda antes da fundação de Portugal.
Assim se saiba respeitar os nossos antepassados e valorizar o nosso património, legando-o em boas condições às gerações vindouras.