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História de Góis em datas
Última alteração: 09/05/2008
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O liberalismo traz consigo significativas alterações.
O senhorio, caduco de oito séculos, dá lugar a uma autarquia representativa, ainda que distante de uma democracia. À medida que são mais fáceis os transportes dos produtos, aumenta a pressão do comércio sobre a agricultura, e a posse da terra passa a ter valor acrescido, ao mesmo tempo de se dissipa a vida comunitária das aldeias. A classe média desenvolve-se e acentuam-se os desníveis entre proprietários e trabalhadores rurais. Formam-se partidos políticos e agita-se o caciquismo.
Em consequência da frequente alternância dos governos, fazem-se nada menos que nove códigos administrativos, para além de abundante legislação complementar, alterando os poderes e a composição das autarquias, ao sabor das conveniências. Os limites do concelho seriam modificados, com inclusão da freguesia de Alvares (aumentando a área territorial em cerca de 39 %) e redefinição das fronteiras com os concelhos vizinhos de Pombeiro e Arganil. Mesmo assim, Góis esteve mesmo à beira de desaparecer como unidade concelhia, por não ter área suficiente…
A política da Regeneração, que o Estado implanta no início da segunda metade do século, chegaria a Góis duas décadas depois. Nos anos 70 rasgam-se as estradas de Góis para a Várzea e de Góis para a Lousã, e inicia-se, já no último ano, a rua central da vila, em direcção a Arganil. Nos anos 80, é a vez da estrada para Carcavelos, o início da do Vale do Ceira, da de Alvares para Portela do Vento. Arranca o caminho-de-ferro, a partir de Coimbra, com a doce intenção de passar por Góis.
As principais igrejas e capelas, que muito se encontravam degradadas, são reconstruídas ou recuperadas pela sociedade civil, indiferente ao movimento anti-clericalista liberal que se propagava nos centros urbanos.
(5 de Outubro de 1910 – A República é proclamada nos Paços do Concelho de Lisboa)
1910
Setembro – Francisco Inácio Dias Nogueira deixa a direcção da Comarca de Arganil (ver ano 1905).
22 de Agosto – Morre Manuel Nogueira Ramos, com 72 anos de idade, natural de Góis. Foi Presidente da Câmara Municipal nas décadas 80 e 90 (ver anos 1884 e 1898) e Administrador do Concelho. Era chefe do Partido Regenerador.
21 de Abril – Por edital da Câmara Municipal, é restabelecida a antiga feira de gado no Cerejal, no primeiro domingo de cada mês.
23 de Março – Em Évora, morre António Francisco Barata, com 74 anos de idade, natural de Góis, escritor, tendo deixado uma extensa obra literária. Foi homenageado pela Câmara Municipal de Góis, dando o seu nome a uma rua da vila (ver ano 1892).
2 de Março – Toma posse de Administrador do Concelho, Joaquim Paula da Silva Poiares, actual vereador da Câmara Municipal, representante do Partido Progressista.
1909
20 de Fevereiro – A Companhia de Papel de Góis toma a deliberação de adquirir a queda de água de Monte Redondo, para ali instalar uma central hidroeléctrica.
9 de Janeiro – São reeleitos Francisco Inácio Dias Nogueira e Padre Francisco Pereira Pinto, respectivamente, para a presidência e vice-presidência da Câmara Municipal.
1908
Continua muito acesa a rivalidade política que, no passado, deu origem à existência de duas bandas filarmónicas (ver ano 1890). A “Chata”, a dos chatos, sob regência do Maestro Nogueira, e sediada na rua dos Seixos, abrilhanta as festas da Senhora da Conceição, pelos vistos tornada Senhora “progressista”. A “Cachimbana” é regida por Abílio Martins Adão e abrilhanta as festas de Santo António, considerado santo “regenerador”. As suas salas de ensaios têm funcionado, na prática, como sedes de autênticos clubes políticos.
Maio – Ao longo desta década, construiram-se as primeiras casas na nova rua do Cerrado, prolongando a vila em direcção a Arganil e marcando-a com uma nova arquitectura. Desde 1902 até ao presente, edificaram-se as vivendas das famílias Barata Cortez, Polaco Cerdeira e Torres Galvão, esta última inaugurada este mês.
Fevereiro – É reconduzida a anterior Câmara Municipal, presidida por Francisco Inácio Dias Nogueira, que tinha sido substituída por uma Comissão Administrativa. (No dia 1 tinha-se dado o regicídio, no Terreiro do Paço, em Lisboa).
Janeiro – Em sequência da ditadura imposta por João Franco, são substituídos os corpos administrativos do país. Em Góis, é nomeada uma Comissão Administrativa para a gerência do Município, presidida por Dr. Artur Augusto Cortez. Teria apenas um mês e meio de vida.
1907
8 de Junho – De regresso de Arganil, onde pernoitara, a comitiva real, agora incluindo o Príncipe Herdeiro Luís Felipe, pára novamente na Praça da República, tendo também uma expressiva recepção.
7 de Junho – O Rei D. Carlos passa por Góis, a caminho de Arganil, para ali assistir aos exercícios finais do exército. São recebidos na Praça da República pelas entidades oficiais e muito povo. As duas Bandas Filarmónicas, a Regeneradora e a Goiense, tocam o Hino da Carta.
5 de Janeiro – São reeleitos Francisco Inácio Dias Nogueira e Padre Francisco Pereira Pinto, respectivamente, para a presidência e vice-presidência da Câmara Municipal.
1906
16 de Dezembro – É inaugurado o caminho-de-ferro entre Coimbra e Lousã, primeiro troço da via prevista até Arganil, passando pela Várzea de Góis (ver ano 1888).
13 de Janeiro – São reeleitos Francisco Inácio Dias Nogueira e Padre Francisco Pereira Pinto, respectivamente, para a presidência e vice-presidência da Câmara Municipal.
12 de Janeiro – É constituída a Companhia de Papel de Góis, por trespasse da firma Nogueira Dias & Cª. (ver ano 1890). Foram seus primeiros Directores Francisco Inácio Dias Nogueira, Alfredo Élio Nogueira Dias e Dr. Aníbal Dias.
1905
Francisco Inácio Dias Nogueira passa a ser o principal financiador do jornal “A Comarca de Arganil”, sendo nomeado seu director. A linha editorial deixaria de ser “apolítica”, passando a definir-se como “semanário regenerador”.
23 de Julho – Morre Francisco José Beato Júnior, com 61 anos de idade, antigo Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1883). Era natural de Góis, onde residia e exerceu a actividade de boticário.
Abril – Tem prosseguido a “guerra dos carvoeiros”, uma questão que tem originado alguns distúrbios e prejuízos na população. Mais uma vez, a Junta da Paróquia do Cadafaz manifestou o seu protesto contra indivíduos estranhos a esta freguesia, que vêem fazer carvão em terrenos exclusivos da paróquia, cuja fruição pertence exclusivamente aos seus habitantes.
2 de Janeiro – É eleito Presidente da Câmara Municipal, Francisco Inácio Dias Nogueira. Já tinha sido Presidente na década anterior (ver ano 1896 e seguintes). Para a vice-presidência foi eleito Padre Francisco Pereira Pinto. Restantes vereadores: Barão de Vila Garcia, Joaquim de Paulo da Silva Poiares e Padre José Maria de Almeida Neves.
1904
Os defuntos da freguesia de Alvares passam a ser sepultados no cemitério da povoação de Alvares, recentemente construído.
25 de Dezembro – A Junta de Paróquia da freguesia da Várzea de Góis, que é presidida pelo padre Francisco Ferreira de Carvalho Lucas, enviou uma mensagem directamente ao Rei, solicitando o seu envolvimento para a conclusão da estrada que liga Várzea a Serpins e a da respectiva ponte, ao Cerejal. A sua construção já tinha sido iniciada, mas há muito que se encontra interrompida.
19 de Janeiro – Morre em Góis Dr. Francisco António da Veiga Júnior, com 51 anos de idade, antigo Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1880). Emigrou para a Índia onde exerceu a magistratura. Foi advogado e Administrado do Concelho.
23 de Janeiro – São reeleitos os actuais presidente e vice-presidente da Câmara Municipal.
1903
6 de Junho – Morre na Várzea de Góis, com 71 anos de idade, Dr. Augusto César Cortez, antigo Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1866). Natural das Cortes, Alvares, fixou residência na Várzea pelo casamento. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi Administrador dos concelhos de Góis e de Ansião, e vereador em Góis nas décadas 80 e 90.
Fevereiro – Morre Dr. José Ramos Nogueira, com 65 anos de idade, natural da Quinta do Salgueiral, em Góis. Exerceu a sua actividade na magistratura em várias comarcas do país, terminando Juiz da Relação no Porto e em Lisboa. Foi Governador Civil do Distrito de Vila Real.
10 de Janeiro – São reeleitos os actuais presidente e vice-presidente da Câmara Municipal, respectivamente, Dr. Diogo Barata Cortez e Francisco Inácio Dias Nogueira.
1902
Francisco Pereira Pinto ocupa o lugar de padre da freguesia de Góis, por concurso documental, com o correspondente alvará, passado pelo rei D. Carlos, de 31 de Março deste ano.
28 de Dezembro – Numa reunião em Bordeiro, com a presença de 35 pessoas, foram aprovados os estatutos da “Irmandade de S. Salvador do Mundo de Bordeiro”, uma instituição dinamizada por Dr. António Martins dos Santos Correia, juiz em Lisboa e proprietário local. Na assembleia foi eleito, para presidente, Francisco Pereira Pinto, recente pároco da freguesia de Góis. A sua sede é na capela de S. Salvador do Mundo, em Bordeiro.
6 de Abril – É constituída a Filarmónica Varzeense da Várzea de Góis, com 14 sócios fundadores e um capital de 13.000 réis. A escritura foi feita em casa de Carlos Maria Cortez, principal impulsionador desta associação, tendo sido nomeado primeiro Presidente seu irmão Dr. Artur Augusto Cortez.
2 de Janeiro – Dr. Diogo Barata Cortez, natural da Várzea Grande, é eleito Presidente da Câmara Municipal e Francisco Inácio Dias Nogueira vice-presidente.
1901
26 de Junho – Faleceu Manuel Ignácio Dias, conhecido comerciante em Góis, pai do ex-Presidente da Câmara Municipal Fancisco Ignácio Dias Nogueira.
12 de Janeiro – São reeleitos Manuel Nogueira Ramos, como Presidente da Câmara Municipal, e Padre Francisco Pereira Pinto, como vice-presidente.
1900
O censo nacional realizado este ano indica que a população residente do concelho de Góis é de 11891 pessoas. Por freguesias: Alvares - 4214, Cadafaz - 1109, Colmeal - 1541, Góis - 3530 e Várzea de Góis - 1497.
25 de Outubro – Morre José dos Santos Carneiro, com 69 anos, natural da Várzea de Góis. Para além dos cargos oficiais que ocupou localmente (entre outros, professor da escola e presidente da Junta da Paróquia, depois de ter sido seu secretário durante 17 anos), foi um grande impulsionador de actividades particulares, como a montagem de uma moenda para cereais com padaria anexa e instalação de uma fábrica de tecidos e fiação. Teve igualmente actuação importante na construção da nova igreja.
18 de Janeiro – Manuel Nogueira Ramos é reeleito Presidente da Câmara Municipal. Padre Francisco Pereira Pinto continua a ser vice-presidente.
1899
2 de Janeiro – Manuel Nogueira Ramos é reeleito Presidente da Câmara Municipal. É vice-presidente Padre Francisco Pereira Pinto.
1898
15 de Agosto – Inaugurada a capela da Nossa Senhora da Candosa, que teve a presença da sua grande benfeitora D. Ana Vitória Barata de Figueiredo.
8 de Março – Tomada de posse da nova Câmara Municipal, presidida por Manuel Nogueira Ramos, para gerir o concelho até ao fim do corrente triénio, 1896-1898.
1897
Concluída este ano a construção do cemitério de Cadafaz (ver ano 1885).
22 de Dezembro – Tomada de posse de uma Comissão Municipal, presidida por Dr. Augusto César Cortez, decretada pelo Decreto-lei de 16 do corrente mês, para a gerência do município de Góis.
Notícia Histórica e Topográfica da Vila de Goes e seu termo, uma publicação de Dr. José Afonso Baeta Neves.
7 de Janeiro – Francisco Inácio Dias Nogueira é reeleito Presidente da Câmara Municipal. José Francisco Mendes continua como vice-presidente
1896
23 de Abril – A Câmara Municipal delibera denominar o Largo de Pombal por “Conselheiro Neves e Sousa”, pelos importantes serviços prestados ao concelho, nomeadamente o de conseguir que fosse classificado de 2ª ordem. (O Conselheiro António das Neves Oliveira e Sousa, natural de Coja, foi pessoa ilustre na região, com carreira na magistratura e na política. Foi Reitor da Universidade, Governador Civil de Coimbra, Juiz Desembargador).
Aprovado um novo Código Administrativo, de João Franco, suprimindo a divisão dos concelhos de 3ª ordem.
7 de Janeiro – Francisco Inácio Dias Nogueira é eleito Presidente da Câmara Municipal. José Francisco Mendes é vice-presidente.
Reúnem-se na Casa da Câmara os 40 maiores contribuintes de contribuição predial do concelho, conforme previsto na lei, para eleição da comissão recenseadora. Desta comissão dependem quase todos os actos referentes ao acto eleitoral. Mais uma vez, as eleições foram muito animadas, sempre disputadas entre progressistas (os Chatos) e regeneradores (os Cachimbanas).
1895
Aprovado um novo Código Administrativo, em parte motivado pela grave crise financeira que o país atravessa. Classificam-se os concelhos em 3 ordens, não só atendendo à população mas também às necessidades e possibilidades financeiras: concelhos urbanos, rurais perfeitos e rurais imperfeitos. A administração dos concelhos de 3ª ordem, como é o de Góis, com limitado número de atribuições, é simples e económica. O Presidente deve exercer também o papel de Administrador do Concelho. As Câmaras Municipais são eleitas por 3 anos, sendo o presidente e o vice-presidente eleitos pelos vogais.
2 de Março – Deu-se a arrematação, em Coimbra, pela quantia de 472 mil e 100 réis, dos dois lagares da freguesia de Cadafaz, um localizado no sítio da Cazola, limite de Candosa, outro na Ponte Cabreira, em conjunto com um moinho de fazer farinha (ver ano 1876).
5 de Janeiro – Joaquim Marques Monteiro Bastos é reeleito Presidente da Câmara Municipal, para o seu terceiro mandato. Augusto César Cortez é vice-presidente.
1894
3 de Janeiro – Joaquim Marques Monteiro Bastos é reeleito Presidente da Câmara Municipal. José Francisco Mendes continua como vice-presidente.
1893
2 de Janeiro – Joaquim Marques Monteiro Bastos é eleito Presidente da Câmara Municipal. José Francisco Mendes é vice-presidente.
1892
Foi adquirida a imagem do Senhor dos Passos (Senhor da Amargura, para os colmealenses), para a nova igreja reconstruía nas Seladas (ver ano 1876).
17 de Dezembro – Deliberado pela Câmara Municipal denominar “Rua do Conselheiro Dias Ferreira” à chamada Rua da Ponte. Quis-se prestar homenagem ao actual Presidente de Conselho de Ministros, pela sua interferência na aprovação da passagem da estrada distrital nº 57 pelo centro da vila, de que resultou grandes benefícios naquela rua, anteriormente muito apertada e tortuosa.
19 de Setembro – A Câmara Municipal delibera mudar o nome da Rua da Igreja para “Rua António Francisco Barata”, em homenagem às qualidades literárias e humanas deste goiense, que nasceu numa casa desta rua, em 1836, e que continua exercendo a sua actividade em Évora.
11 de Janeiro – José Fernandes Antunes de Carvalho Júnior é reeleito Presidente da Câmara Municipal, para um terceiro mandato consecutivo. Francisco Inácio Dias Nogueira continua como vice-presidente.
1891
Outubro – Morre em Góis o padre José Maria de Melo e Nápoles, da Casa da Lavra, de Góis, que desde 1878 vinha paroquiando a freguesia da Várzea de Góis.
15 de Setembro – Morre em Góis, com 77 anos de idade, Dr. José Nogueira Ramos, antigo Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1881). Foi vereador em vários mandatos.
2 de Março – A Câmara Municipal, sob a presidência de José Fernandes Antunes de Carvalho Júnior, delibera criar uma Biblioteca Popular, instalando-a numa sala da escola de ensino elementar e complementar Conde Ferreira (ver ano 1866), para a qual conta já com algumas centenas de livros. É Presidente da Junta de Freguesia Dr. José Afonso Baeta Neves, que foi um dos principais dinamizadores desta biblioteca.
4 de Janeiro – José Fernandes Antunes de Carvalho Júnior é reeleito Presidente da Câmara Municipal. Francisco Inácio Dias Nogueira é vice-presidente.
1890
(?) – Manuel Inácio Dias adquire a fábrica de papel de Ponte do Sotam.
A população do concelho é de 10895, segundo o censo realizado.
Por razões políticas, dá-se uma cisão na Filarmónica Goiense (ver ano 1887), o que viria originar duas Bandas, cada uma delas conectada com um partido político: a Progressista, regida por Joaquim Ferreira, e a Regeneradora, à falta de mestre, pelo seu músico César Dias das Neves. A primeira, que aproveita a anterior sala de ensaios sobre a sacristia nova, ficaria alcunhada por “Chata”; a segunda por “Cachimbana”, reunindo-se numa sala da Casa da Quinta (era seu Director Francisco Inácio Dias Nogueira).
Janeiro – A Câmara Municipal arrendou a casa da Praça, para ali se instalar. Depois do incêndio na antiga casa, do lado poente (ver ano 1887), os serviços municipais estiveram a funcionar numa casa do Largo do Terreirinho, depois no Terreiro do Paço, na Casa da Lavra de Cima e na Casa do Casal (onde mais tarde se instalaria a Havanesa Goiense). Parte da casa ardida foi vendida para a construção da Rua da Ponte, o resto do terreno, com demolição das paredes, foi incluído na Praça.
2 de Janeiro – José Fernandes Antunes de Carvalho Júnior é eleito Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1882). Augusto César Cortez continua como vice-presidente.
1889
Arrancam as obras da estrada de Vale do Ceira, para ligar Góis ao Colmeal, construindo-se algumas centenas de metros, a par
14 de Janeiro – Dr. António Martins Pinto e Cunha, é eleito Presidente da Câmara Municipal. É natural de Sâo Martinho da Cortiça, ligado a Góis por casamento.
1888
Depois de efectuado um estudo do caminho-de-ferro da região, conforme estabelecia a Portaria de 18 de Março de 1873, é concessionado à Companhia de Ferro do Mondego a linha entre Coimbra e Arganil, numa extensão de 62 km, passando por Ceira, Miranda do Corvo, Serpins, Várzea e Góis. Esta Companhia, por sua vez, viria a adjudicar a construção da via à Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.
2 de Janeiro – Joaquim Marques Monteiro Bastos é reeleito Presidente da Câmara Municipal. Augusto César Cortez é vice-presidente.
1887
São aprovados os estatutos da Sociedade Filarmónica Goiense, em assembleia de antigos filarmónicos, na sua casa de ensaio (ver anos 1855 e 1834). Presidiu o mais antigo filarmónico presente, Francisco da Silva Nogueira. Assinou como testemunha Francisco Inácio Dias Nogueira, em presença do tabelião António da Cunha e Frias.
18 de Janeiro – Grande incêndio na Casa da Câmara, ardendo parte do edifício, mobiliário e arquivo. O incêndio manifestou-se de madrugada, não ficando esclarecida a sua causa.
2 de Janeiro – Joaquim Marques Monteiro Bastos, afecto ao Partido Progressista, é eleito Presidente da Câmara Municipal. Ernesto Augusto dos Santos Carneiro é vice-presidente.
1886
Aprovado um novo Código Administrativo, de Luciano de Castro.
Os concelhos são divididos em 3 ordens, segundo a sua população. Por ter menos de 15000 habitantes, Góis ficou de 3ª ordem. A vereação passa a ser eleita trienalmente, com o Presidente escolhido em cada ano pelos vereadores. Continua a representação das minorias, assegurando-se a faculdade dos vogais poderem recorrer das decisões das maiorias, o que, pela anterior legislação, não lhes era permitido.
20 de Março – Em sessão de Câmara, foram apresentados estudos das estradas Góis-Cadafaz-Colmeal e Alvares-Portela do Vento.
2 de Janeiro – Manuel Nogueira Ramos é reeleito Presidente da Câmara Municipal, para um terceiro mandato consecutivo.
1885
Começou a abertura da estrada do Bairro da Boavista para Carcavelos.
25 de Dezembro – Inauguração da nova Igreja Matriz da Várzea de Góis. Um dos principais dinamizadores foi o Padre António Maria de Melo e Nápoles, da Casa da Lavra (ver ano 1879).
10 de Abril – Morreu Dr. José Maria de Figueiredo e Veiga, natural do Casal do Loureiro. Foi Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1838), Administrador do Concelho e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Góis.
Fevereiro – A Câmara Municipal deliberou a construção do novo cemitério do Cadafaz, num terreno diante das Almas de Caridade, preterindo-se ao local do “cemitério velho”, junto ao Largo de Santo António, cuja construção já tinha sido iniciada.
2 de Janeiro – Manuel Nogueira Ramos é reeleito Presidente da Câmara Municipal.
1884
Morre no Brasil Manuel Lourenço Baeta Neves, com 70 anos de idade, natural de Corterredor (freguesia de Cadafaz).
Benemérito do concelho, deixou o seu nome ligado a vários melhoramentos, nomeadamente a ponte da Cabreira, o órgão da igreja do Cadafaz, o chafariz do Largo de Pombal, o restauro da Igreja Matriz de Góis e a construção de uma escola. Foi-lhe concedido o título de Barão de Loredo (ver ano 1869).
Prosseguem as obras da reconstrução da Capela de São Sebastião, no Colmeal (ver ano 1876).
2 de Janeiro – Manuel Nogueira Ramos é eleito Presidente da Câmara Municipal. Luís Francisco Alves Neves continua como vice-presidente
1883
2 de Janeiro – Francisco José Beato Júnior é eleito Presidente da Câmara Municipal. Luís Francisco Alves Neves é vice-presidente.
1882
23 de Setembro – Morre em Góis, José Fernandes Antunes de Carvalho, com 70 anos de idade. Natural de Serpins, era proprietário e negociante em Góis. Foi Presidente da Câmara Municipal nas décadas de 60 e 70.
2 de Janeiro – José Fernandes Antunes de Carvalho Júnior é eleito Presidente da Câmara Municipal. Francisco José Beato é vice-presidente.
1881
2 de Janeiro – Dr. José Nogueira Ramos é eleito Presidente da Câmara Municipal. Luís António Barata Lopes de Carvalho continua como vice-presidente.
1880
12 de Janeiro – Dr. Francisco António da Veiga Júnior é eleito Presidente da Câmara Municipal. Luís António Barata Lopes de Carvalho é vice-presidente.
1879
Está em estudo a passagem pela vila da estrada que liga Miranda a Santa Comba Dão, havendo dois traçados previstos: seguindo junto ao rio, logo depois da ponte, ou atravessando a vila. Neste último caso, obriga a demolição de várias casas, entre elas, a da Casa da Câmara.
13 de Agosto – Em resposta a um inquérito feito pelo Governo para a reestruturação administrativa do país, a Câmara Municipal sugere uma nova divisão territorial da região, no que se refere a comarcas e distritos de Juízos de Paz, atendendo às distâncias geográficas e às relações económicas existentes.
Junho – São iniciadas as obras de construção da Igreja Matriz da Várzea de Góis. Vai ser edificada uma nova de raiz, no local da Igreja anterior, que foi demolida, com excepção da Torre (ver ano 1655).
15 de Janeiro – António da Cunha e Frias é eleito Presidente da Câmara Municipal. José Nogueira Ramos é vice-presidente.
1878
A população do concelho é de 11245 residentes, de acordo com o censo realizado este ano.
É aprovado um novo Código Civil, de Rodrigues Sampaio, com a ideia de vivificar a administração local e de robustecer a consciência cívica dos portugueses. A tutela do estado é mínima e a Câmara Municipal é dotada de maiores atribuições. A eleição passa a fazer-se de quatro em quatro anos e o presidente anualmente, entre os vereadores. Traz a inovação de as minorias serem representadas, renovando-se parte dos vereadores (são sete em Góis) a meio do mandato. O Conselho Municipal é suprimido. A divisão administrativa é novamente em distritos, concelhos e freguesias.
2 de Novembro – A Câmara Municipal manifesta novamente ao governo a justiça de se criar uma nova comarca com sede na vila de Góis, agrupando as cinco freguesias do concelho de Góis com outras de concelhos vizinhos, dentro da reestruturação que o governo está a proceder, apontando-se a importância social, comercial e industrial que tinha a vila de Góis no distrito de Coimbra (ver ano 1867).
2 de Janeiro – António Maria Barata Lopes de Carvalho, natural da Várzea de Góis, da Quinta da Costeira, é eleito Presidente da Câmara Municipal. António da Cunha e Frias é vice-presidente.
1877
A estrada de Góis para a Várzea, que foi feita pela Câmara Municipal até ao Carvão, foi classificada de distrital. O seu prolongamento vai ser feito agora pelo Estado.
Julho – Quando se andava a concertar o tijolo do pavimento da capela da Quinta da Costeira, foi encontrado, debaixo de uma pedra, uma grande quantidade de peças de 8$000 reis. Julga-se que tenha sido escondido na época do grupo de João Brandão, activo nesta região na década dos anos 30. O actual proprietário da Quinta da Costeira é António Maria Barata Lopes da Carvalho.
1876
Tem estado em construção, pelo Estado, a estrada de Góis para a Lousã. No concelho de Góis, foram expropriados os terrenos necessários, nomeadamente casas no Bairro de Cacilhas, depois da Ponte Real, que foram demolidas. A antiga Capela de S. Paulo (ver ano 1745) também foi deitada abaixo.
4 de Maio – A Junta da Paróquia do Colmeal delibera proceder à reconstrução, desde os alicerces, da Capela de São Sebastião, que se encontra em completa ruína.
26 de Fevereiro – O povo da freguesia de Cadafaz passou uma procuração, assinada por 135 outorgantes, a José Francisco Ribeiro Martins, da Sandinha, dando-lhe poderes para adquirir os lagares da Cabreira e da Candosa. Estes lagares tinham sido anteriormente vendidos em hasta pública e agora o povo, para não ficar sem eles, voltou a quotizar-se para resgatar a sua propriedade. Foi grande impulsionador desta iniciativa o pároco António Maria de Melo Nápoles, tendo sido Ribeiro Martins o principal benemérito.
2 de Janeiro – José Fernandes Antunes de Carvalho é reeleito Presidente da Câmara Municipal, para o próximo biénio. Manuel Nogueira Ramos é vice-presidente.
1874
2 de Janeiro – José Fernandes Antunes de Carvalho é eleito Presidente da Câmara Municipal, para o próximo biénio. Manuel Inácio Dias é vice-presidente.
1873
Iniciaram-se os trabalhos de abertura da estrada de Góis para a Várzea.
1872
Joaquim Rebelo da Costa Arnaut, natural de Chã de Alvares, é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos. Já tinha sido vereador nos anos 60.
Encontra-se praticamente concluído o parque do Cerejal, cujas obras se iniciaram após a construção da ponte sobre o Regato (ver ano 1863). Fizeram-se obras de nivelamento e arruamento, colocaram-se bancos e murou-se, com portões de ferro. As árvores, vindas do Buçaco, foram plantadas em 1865.
1871
11 de Junho – Morre em Góis, com 51 anos de idade, André Barreto Chichorro Perdigão de Vilas Boas. Natural de Góis, com residência na Quinta do Baião. Foi Presidente da Câmara Municipal (ver anos 1852 e 1856). Foi com ele e seu irmão Francisco (ver ano 1969), que foi feita a divisão das actuais Quinta do Baião e Quinta da Capela, que então formavam um todo. Nas partilhas dos bens herdados, André ficaria com a Quinta do Baião e Salgueiral, e Francisco com a da Capela.
14 de Janeiro – É mandada demolir a Torre do Relógio, situada junto ao quintal do antigo Hospital. Encontra-se num espaço público (tem serventia por uma quelha para a Praça do Pombal), que vai ser vendido. A torre está bastante danificada e o relógio já sem concerto.
1870
Dr. Herculano Pinto é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1869
9 de Agosto - Morre em Lisboa, com 54 anos de idade, Francisco Barreto Botelho Chichorro de Vilas Boas, natural de Góis.
21 de Junho – O rei de D. Luís concede o título de Barão de Loredo a Manuel Lourenço Baeta Neves, natural de Corterredor, freguesia de Cadafaz, residente no Brasil. Anteriormente, o próprio tinha manifestado à Câmara Municipal preferir ser Barão de Góis.
1868
1 de Janeiro – A revolta “Janeirinha”, que provocaria mudança política no governo, vai originar um decreto anulando o recente código administrativo e repondo o de 1842. A prevista nova divisão administrativa do país fica sem efeito (ver ano 1867).
José Fernandes Antunes de Carvalho é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1867
Iniciada a reconstrução da Igreja da Misericórdia (ver ano 1718). Foi ali colocado o relógio que tinha sido mandado construir para substituir o da Torre, no quintal do antigo Hospital.
2 de Novembro – A Câmara Municipal pede a criação de uma comarca com sede em Góis. Alega que se trata de uma das mais notáveis vilas do distrito, bem situada na região, a mais comercial do alto distrito, com três grandes feiras anuais, além das semanais e mensal, fértil das principais produções agrícolas, principalmente, milho, azeite e castanha, grandes casas agrícolas, boas residências disponíveis, três farmácias, alguns advogados e médico, duas cadeiras de instrução primária para os dois sexos, um correio diário, uma fábrica de papel, e suficiente pessoal qualificado para ocupação dos necessários cargos públicos.
É aprovado um novo Código Administrativo. Estipula que os concelhos devam ter 3000 fogos, como mínimo, o que leva à supressão de 104 concelhos, incluindo o de Góis, que tem 2885 fogos (já com inclusão da sua recente freguesia de Alvares). A Câmara Municipal bate-se fortemente pela sua conservação, solicitando uma nova reorganização territorial dos concelhos da região.
1866
Dr. Augusto César Cortez, natural de Cortes, Alvares, é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
A Câmara Municipal delibera construir uma escola, no Cimo da Vila, com o subsídio deixado em testamento pelo Conde Ferreira, devendo a obra ser concluída em doze meses. O Conde Ferreira, que deixou uma verba de 1.200.000 réis para a construção de 120 edifícios escolares no país, determinou que a construção fosse de acordo com uma planta que deixara, devidamente apetrechada para 48 alunos pelo menos, e com vivenda para o professor.
1865
João Simões Cortez é Presidente da Câmara Municipal. Já o tinha sido anteriormente (ver ano 1860).
1864
É realizado o primeiro censo em Portugal a nível oficial. O concelho de Góis tem 10305 habitantes. Por freguesias: Alvares - 3136, Cadafaz - 1099, Colmeal - 1259, Góis - 3553, Vila Nova do Ceira - 1258 (para comparação: Arganil - 18806, Pampilhosa da Serra - 9359, Lousã - 9635).
20 de Julho – Foi hoje enterrado o primeiro defunto no cemitério do Colmeal, recentemente construído (ver ano 1853). Anteriormente, era usual enterrarem-se os defuntos das aldeias da freguesia no interior da Igreja Matriz ou no adro.
1863
Construída a ponte sobre o Regato, em Góis, a seguir à Capela de S. António, importando a obra em 149:960 réis. Pensa-se melhorar o local a seguir ao Regato, onde se tem feito a feira.
1862
José Fernandes Antunes de Carvalho é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1861
6 de Março – A Junta da Paróquia de Cadafaz delibera a construção de uma lagar de moer azeitona no sítio da Cazola, limite da Candosa, para a Confraria do Santíssimo Sacramento da igreja matriz
1860
A Junta da Paróquia de Góis dá por aceite a obra de reedificação da Igreja Matriz de Góis, que incluiu a construção duma nova nave, de maiores dimensões, restauros das capelas laterais, sacristia, casa dos ossos e torre sineira (ver ano 1943).
20 de Dezembro – Morreu, na Quinta da Lavra, com 38 anos, João Barata de Figueiredo da Cunha e Nápoles, natural de Góis. Foi Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1850) e fez parte de várias vereações.
2 de Janeiro – João Simões Cortez, das Cortes, é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos. Tinha sido Provedor do Concelho de Alvares em 1835 e Administrador do Concelho de Góis em 1841.
1858
11 de Novembro – Fez-se sentir em Góis um grande tremor de terra.
3 de Janeiro – Dr. Francisco António da Veiga é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1857
21 de Janeiro – A Câmara Municipal toma conhecimento da oferta de 650$000 por Manuel Lourenço Baeta Neves, residente no Brasil, destinado à construção do chafariz no Largo de Pombal.
1856
Março – André Barreto Chichorro de Vilas Boas é eleito Presidente da Câmara Municipal, para o próximo biénio. Já anteriormente o tinha sido (ver ano 1852), mas agora será o primeiro eleito para o concelho, depois de ser constituído de cinco freguesias. O vice-presidente é Dr. Francisco António da Veiga.
20 de Janeiro – Por terem sido anuladas as eleições dos passados 9 e 10 de Dezembro, devida à inclusão da freguesia de Alvares no concelho de Góis, foram marcadas para hoje novas eleições. Haverá duas Assembleias Eleitorais, uma na Capela da Misericórdia, que hoje serve de Matriz, a outra na Igreja Matriz da freguesia de São Mateus de Alvares.
6 de Janeiro – Procedeu-se à formação da lista dos 40 maiores contribuintes do concelho que vão eleger a Comissão Recenseadora, de acordo com a lei.
1855
Foram concluídas este ano as obras de reconstrução da Igreja Matriz do Cadafaz. Anteriormente, tratava-se de um pequeno e arruinado edifício.
29 de Novembro – Reúne-se, pela última vez, a Câmara Municipal de Alvares, presidida por Joaquim Baeta de Almeida, estando presentes os vereadores Manuel Lopes Cortez, João Gaspar das Neves Pinto e Manuel das Neves Gusmão. Foi lido um Ofício do Governo Civil de Coimbra, comunicando a extinção do concelho e ordenando que todos os livros e documentos pertencentes ao seu arquivo devam ser entregues, por inventário, à Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra.
24 de Outubro – Por Lei desta data, é extinto o antigo concelho de Alvares, que tinha carta de foral do século XIV. Tinha já desaparecido em 1836 (ver este ano), noutra remodelação administrativa e reaparecido no ano seguinte. Era constituído por duas freguesias, a de Alvares, integrada agora no concelho de Góis, e de Portela do Fojo, que fica no concelho de Pampilhosa da Serra.
16 de Setembro – No dia em que é aclamado D. Pedro V como Rei de Portugal, a Câmara Municipal regozija-se por tal facto. Iluminaram-se os Paços do Concelho e a Banda Filarmónica actuou publicamente. Na Igreja Matriz houve um solene Te Deum.
1854
É declarada extinta a Colegiada da Igreja Matriz de Góis, que tem estado activa desde a sua fundação (ver ano 1377). Um decreto, de 16 de Junho de 1848, tinha já declarado extintas estas instituições.
Janeiro – Alberto Joaquim Carneiro, residente na Várzea Grande, é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1853
27 de Novembro – A Junta da Freguesia do Colmeal, presidida pelo Padre José Gaspar Caldeira, em reunião na Sacristia Paroquial da Igreja de São Sebastião, considerando que a Igreja era muito pequena para a população existente, delibera mandar construir uma capela que comunique com ela pelo lado esquerdo (seria mais tarde denominada Capela de S. José).
12 de Agosto – A Junta da Freguesia do Colmeal, presidida pelo Padre José Gaspar Caldeira, em reunião na Sacristia da Igreja de São Sebastião, delibera que se proceda à construção de um cemitério
1852
Janeiro – André Barreto Chichorro de Vilas Boas é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1850
Encerrou oficialmente a instituição da Roda dos Expostos, que, na prática, não tinha já movimento nos últimos anos (ver ano 1941).
João Barata de Figueiredo da Cunha e Nápoles é eleito Presidente da Câmara Municipal, para os próximos dois anos.
1849
Manuel Joaquim de Paula é Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1840).
1848
21 de Setembro – Por decreto desta data, foi mandado anexar à Misericórdia a administração da Capela do Mártir.
26 de Março – Morreu Dr. António das Neves Carneiro, com 74 anos de idade. Natural de Góis, foi médico modelar e com uma vida política atribulada durante as lutas liberais.
1847
3 de Setembro – Morre D. Pedro José Maria da Piedade de Lencastre Silveira Castelo Branco Vasconcelos Almeida Sá e Meneses, 7º Marquez de Abrantes (ver ano 1816). Foi o último donatário das terras de Góis, desde da morte do seu pai, ocorrida em 1827, até 1832, quando as leis do liberalismo puseram termo a um conjunto de privilégios.
25 de Maio – Reuniram-se ontem em Góis alguns regimentos do centro do País, subordinados à Junta do Porto. Vendo não terem capacidade para opor resistência às tropas leais ao governo, fariam a sua marcha para o norte, por terras da Beira Alta, juntamente com batalhões de outras regiões e populares, numa fuga atribulada, a que não faltaram fuzilamentos de milicianos apanhados pelas tropas governamentais.
Na guerra da Patuleia, que se seguiu à rebelião da Maria da Fonte de Abril do ano passado, o batalhão de Góis, sediado na Quinta da Capela, sob o comando de Francisco Barreto Botelho Chichorro de Vilas Boas, tem actuado ao lado dos “patuleias”, contra o governo do Duque de Saldanha (ver ano 1832).
1846
14 de Fevereiro – Morre em Góis Dr. Martinho Caetano de Pontes, antigo Presidente da Câmara Municipal (ver ano 1836), filho de Dr. João Caetano de Pontes, de Miranda do Corvo. Era proprietário da Casa das Ferreirinhas, no Largo do Pombal. Foi Administrador do Concelho.
1845
José Joaquim de Paula é Presidente da Câmara Municipal.
1843
Deliberação da Junta da Paróquia de Góis para a reconstrução da Igreja matriz, por “as suas paredes e telhados estão ameaçando próxima e eminente ruína”.
1842
26 de Outubro – Martinho Rebelo Rodrigues (que viria a fundar o célebre Café Martinho, em Lisboa) pede à Câmara Municipal aforamento de uma parte do baldio na Serra do Pereiro, junto à capela de Santo António da Neve, para o seu negócio de gelo (ver ano 1786).
Aprovado um novo Código Administrativo, de Costa Cabral, de tendência centralizadora.
O reino é agora dividido em distritos e estes em concelhos. São de novo eliminadas as freguesias da organização da administração pública, limitando-se o seu poder a administrar a Fábrica da Igreja e os bens da paróquia.
A Câmara Municipal é eleita bianualmente, sendo o presidente o mais votado. Em Góis, a Câmara continua com 5 vereadores, por ter menos de 3000 fogos. O concelho de Góis, pertencente ao distrito de Coimbra, tem 1431 fogos (o de Alvares 715). É criado o Conselho Municipal, constituído pelos eleitores que paguem maior quota da décima no concelho.
1841
26 de Maio – Foi hoje transportada para Coimbra uma criança da Casa da Roda. Supõe-se que tenha terminada a actividade desta instituição, com o envio da última criança para a sua congénere de Coimbra. Instalada na rua que vai da Praça para o rio (designada, por esse facto, por Rua da Roda), tem funcionado oficialmente, pelo menos, durante 57 anos (ver ano 1754).
1840
Manuel Joaquim de Paula é eleito Presidente da Câmara Municipal.
1839
Manuel Inácio, natural de Vale de Madeiros, Serpins, é eleito Presidente da Câmara Municipal.
1838
Dr. José Maria de Figueiredo e Veiga, natural de Casal Loureiro, é eleito Presidente da Câmara Municipal.
1837
Estanislau Rodrigues de Carvalho é eleito Presidente da Câmara Municipal. É natural da Sarnadela, Pombeiro.
1836
É Aprovado o Código Administrativo de Passos Manuel, o primeiro a regular o poder local.
A Câmara Municipal passa a ser eleita anualmente pela população, podendo votar os que têm rendimento superior a 100.000 réis. Os vereadores elegem, entre si, o Presidente. Em Góis, foi eleito Dr. Martinho Caetano de Pontes.
O Administrador do Concelho, nomeado pelo governo, sai de uma lista de cinco nomes indicados pela Câmara Municipal. Foi escolhido Faustino Gomes Correria.
O país passa a ser dividido em distritos, concelhos e freguesias. O concelho de Góis, com 1295 fogos, fica no distrito de Coimbra (o de Alvares, com 630 fogos, no distrito de Leiria).
Na reorganização da administração que foi efectuada, foram extintos mais de quatro centenas de municípios, entre eles, o de concelho de Alvares (mais tarde, viria a ser reconstituído). Chapinheira foi desanexada da freguesia de Pombeiro e incluída no concelho de Góis, enquanto o lugar da Bouças passou para a de Fajão.
26 de Fevereiro – Foi iniciado o primeiro Livro de Actas da Junta da Paróquia da Várzea de Góis, rubricado pelo seu primeiro Presidente José Bernardo Carneiro.
1 de Janeiro – Nasceu hoje António Francisco Barata, na Rua da Igreja.
1835
19 de Novembro – Procedeu-se à demarcação do cemitério da vila, no Passal, que pega com a Igreja e com a capela das Almas, e abrangendo uma parte do adro. Fica com 333 m2. Por um decreto 21 de Outubro passado, tinha sido proibido os enterramentos nas igrejas.
É Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Joaquim Ferreira de Matos.
1834 (?)
É constituída em Góis uma Banda Filarmónica.
1834
Foi encerrado definitivamente o Hospital de Góis, que se encontrava sem movimento há já uns anos.
1832
16 de Maio – É datado de hoje o decreto nº 23, de Mouzinho da Silveira, pelo qual serão abolidas as divisões administrativas existentes e extintos privilégios de pessoas e instituições, de vilas e de municípios. Mas o decreto não é para ser já aplicado, os liberais ainda se encontram nos Açores.
Por esta lei, o país passará a ser dividido em províncias, comarcas e concelhos. O concelho de Góis ficará integrado na Comarca de Seia (o concelho de Alvares na Comarca de Tomar). O concelho é administrado por um Provedor, nomeado pelo rei. Em todo o país, há 796 concelhos, mas pensa-se iniciar em breve a sua reestruturação.