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Novos livros

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NOVOS LIVROS

Os da Minha Rua
Autor: Ondjaki
Editora: Caminho
Ano: 2007
Género: Ficção

O autor: Acaba de ganhar o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, atribuído pela Associação Portuguesa de escritores a esta sua obra.
Ondjaki é hoje um dos principais nomes da Literatura Angolana. Nasceu em Luanda, em 1977. Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura, com exposições individuais, em Angola e no Brasil. Participou em antologias internacionais. Escreve para cinema e co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá cresçam Pitangas, 2006). É licenciado em Sociologia. Recebeu no ano 2000 uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Actu Sanguíneu. Em 2005 o seu livro de contos E se amanhã o medo obteve os prémios Sagrada Esperança (Angola) e António Paulouro (Portugal).
As suas obras encontram-se traduzidas em Espanha, Itália, Suíça e Uruguai.

A obra: "Há espaços que são sempre nossos. E quem os habita, habita também em nós. Falamos da nossa rua, desse lugar que nos acompanha pela vida. A rua como espaço de descoberta, alegria, tristeza e amizade. Os da Minha Rua tem nas suas páginas tudo isso.
Como num filme, sempre me acontecia isso: eu olhava as coisas e imaginava uma música triste; depois quase conseguia ver os espaços vazios encherem-se de pessoas que fizeram parte da minha infância. De repente um jogo de futebol podia iniciar ali, a bola e tudo em câmara lenta, um dia eu vou a um médico porque eu devo ter esse problema de sempre imaginar as coisas em câmara lenta e ter vergonha de me dar uma vontade de lágrimas ali ao pé dos meus amigos.
A escola enchia-se de crianças e até de professores, pessoas que tinham sido da minha segunda classe, da terceira...
Quando alguém me tocava no ombro, as imagens todas desapareciam, o mundo ganhava cores reais, sons fortes e a poeira também." (Ondjaki)

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As Noites das Mil e Uma Noites
Autor: Naguib Mahfouz
Editora: Difel
Ano: 2008
Género: Romance

O autor: Considerado pela crítica como um dos melhores escritores árabes de sempre, em 1988, depois de ter sido distinguido com o Prémio Nobel de Literatura.
Nasceu no Egipto, em 1911. O mais novo de sete irmãos, estudou na King Faud I Univertity (hoje Universidade do Cairo). Quando ainda no liceu, adquiriu profundos conhecimentos da literatura árabe medieval. Visando aprofundar os seus conhecimentos de língua inglesa, traduziu para árabe a obra de James Baikie, Ancient Egipt, em 1932. Após a graduação escreveu mais de 80 "Short Stories" nos seis anos seguintes. A sua colecção A Whisper of Madness apareceu em 1938. Entre 1939 e 1954 publicou 3 volumes de uma série de 40 novelas históricas passadas no período faraónico. Abandonou então este projecto e dedicou-se aos livros de ficção e guiões cinematográficos.

A obra: Este romance começa precisamente onde acabam "As Mil e Uma Noites".
O sultão, depois de ter ouvido, durante quase três anos, as histórias de Xerazade, decide casar-se com ela. Todos crêem que, graças à sua habilidade como contadora de histórias, Xerazade salvou a vida e semeou o amor e a piedade no coração do sultão, pelo que, daí por diante, a paz e a harmonia reinarão no país.
Contudo, a mudança foi apenas superficial e o sultão, afinal, continuou a desconhecer a compaixão, o amor e a justiça, mantendo-se um homem poderoso, mas sem consciência. Como elevar a sua alma e ressuscitar-lhe a consciência? Só através de uma série de acontecimentos dilacerantes que lhe ensinarão o verdadeiro sentido do poder...
Em As Noites das Mil e Uma Noites, toda a narração é uma alegoria rica de magia, de pormenores, do fantástico mundo árabe antigo e contemporâneo, com todos os seus conflitos políticos e religiosos. (264 p.)
"Uma verdadeira obra-prima da narrativa. Inserida no seio de uma tradição própria, não lhe são alheias nem a fantasia, nem a mística, nem a simbologia, nem a sensualidade, nem os enigmas, nem o mundo onírico, onde parece desenvolver-se uma boa parte da acção."
(ABC Literário)

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Contos Populares Portugueses
Autor: Adolfo Coelho
Editora: D. Quixote
Ano: 2007
Género: Contos

O autor: Nasceu em 1847 e faleceu em 1919. Linguista e pedagogo, foi professor do Curso Superior de Letras e um dos promotores das Conferências do Casino (1871). Da sua biografia destacam-se, além da presente obra, A Língua Portuguesa (1868), Teoria da Conjugação em Latim e em Português (1871), o estudo histórico, etnográfico e linguístico Os Ciganos de Portugal (1892) e os dois volumes da Obra Etnográfica ("Festas, Costumes e outros Materiais para uma Etnologia de Portugal" e "Cultura Popular e Educação").

A obra: Uma obra que nos devolve o imaginário e o maravilhoso da nossa cultura popular.
Trata-se de uma reedição da que foi publicada em Abril de 1985. Neste livro, encontram-se reunidas as mais belas fábulas, como "História da Carochinha", " A Torre de Babilónia", "O Ovo Partido" e "Conto do Fuso", num total de setenta e cinco pequenos contos. O prefácio e a introdução são escritos por Ernesto Veiga de Oliveira.

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O Segredo
Autora: Rhonda Byrne
Editora: Lua de Papel
Ano: 2007
Género: Ficção

A autora: Nascida em1955, Rhonda Byrne é uma escritora australiana de televisão e produtora, tornada famosa em todo o mundo graças ao seu best-seller The secret. A autora integra-se ao chamado Movimento do Novo Pensamento, e também ao da Nova Era.

A obra: O Segredo é neste momento - e de longe - o livro de não ficção mais vendido em todo o mundo. Actualmente ter-se-ão vendido já 12 milhões de exemplares.
A autora, Rhonda Byrne, descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso, conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei.
A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele. Falou com elas, entrevistou-as, e através dos seus testemunhos vai explicando no livro a "lei da atracção": nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.
Foi editado em Portugal pela primeira vez em 2007, seguido de várias edições, com grande sucesso em vendas. (204 p.)

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Aliança
A verdadeira história de como Roosevelt, Estaline e Churchill
venceram uma guerra e iniciaram outra
Autor: Jonathan Fenby
Editora: Quidnovi
Ano: 2008
Género: História

O autor: Foi director do Observer, em Londres, e do South China Morning Post, em Hong Kong, na época da transferência desta colónia da Grã-Bretanha para a soberania da China, em 1997. Também trabalhou nos jornais The Independent e Guardian e na agência Reuters. Tem alguns livros publicados.

A obra: Três homens muito diferentes, de três países muito diferentes, salvaram o mundo do fascismo na Segunda Guerra Mundial. Enquanto os seus exércitos combatiam em três continentes, Franklin Roosevelt, José Estaline e Winston Churchill delinearam a forma que o mundo teria no pós-guerra em encontros e reuniões, intensas e frequentemente angustiadas, que se prolongaram ao longo de quatro anos. Este livro conta, com todos os pormenores, a história de como estes três homens venceram a guerra e definiram um modelo de paz, à medida que as suas esperanças iniciais iam sendo substituídas pelo crescente confronto entre o Leste e o Ocidente.
A narrativa, muito viva, abrange as conferências dos Três Grandes em Teerão e em Ialta e o encontro secreto mantido a bordo de um navio numa enseada deserta da Terra Nova; as sessões estimuladas pelo vodka que se realizavam no Kremlin até altas horas da noite e os piqueniques de Verão na propriedade do presidente Roosevelt. As conversas e as mensagens dos Três Grandes, juntamente com episódios reveladores dos seus temperamentos, mostram como a aliança foi sendo construída e mantida e, depois, se desfez.
A Aliança mostra-nos como foi a Segunda Guerra Mundial, politicamente e ao vivo. É uma narrativa historicamente importante sobre uma coligação de grandes potências que deixariam, para sempre, a sua marca na história do mundo e, ao mesmo tempo, o relato apaixonante de um momento crucial da história humana.

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Legumes Sem Desculpas
Autores: Henrique Sá Pessoa e Fernando Póvoas
Editora: Oficina Do Livro
Ano: 2008
Género: Prático (Alimentação)

Os autores: Fernando Póvoas formou-se na Faculdade de Medicina do Porto e trabalha em clínicas de Lisboa e Porto, juntamente com a sua equipa multidisciplinar, nas áreas de nutrição, psicologia, estética e cirurgia plástica.
Henrique Sá Pessoa foi chefe de cozinha em restaurantes conhecidos, tendo feito programas de culinária na televisão. Foi o vencedor do Prémio Chefe do ano 2005.

A obra: O chefe Henrique Sá Pessoa juntou-se ao médico Fernando Póvoas para nos apresentar setenta receitas práticas, deliciosas e rápidas onde os legumes são o ingrediente em destaque. Ao longo destas páginas vai descobrir novas formas de cozinhar o milho, a alface, o tomate, os espinafres, entre outros, para toda a família. Da simples sopa de cenoura ou de aipo, ao original caril de banana, abóbora e batata-doce, passando por pratos especialmente pensados para as crianças como o empadão de bolonhesa e legumes, ou por sobremesas originais como bolo de chocolate e curgete, ou o gelado de abóbora e gengibre, as opções são variadas.
O Dr. Fernando Póvoas despiu a bata e vestiu o avental para nos dar os seus conselhos alimentares e explicar a importância dos legumes enquanto elemento essencial de uma alimentação equilibrada.




O Ladrão de Arte
Autor: Noah Charney
Editora: Livraria Civilização Editora
Ano: 2008
Género: Romance

O autor: Tem vinte e sete anos. Nasceu nos EUA e estudou na Universidade do Maine. Mudou-se para o Reino Unido, onde completou dois mestrados e fez um doutoramento em História da Roubo de Obras de Arte pela Universidade de Cambridge.
Hoje é Director e fundador da Association for Research into Cime against Art (ARCA), a primeira organização internacional do género.

A obra: Três roubos são investigados simultaneamente em três cidades, mas estes crimes aparentemente isolados têm muito mais em comum do que se possa imaginar.
Roma: Na pequena igreja barroca de Santa Giuliana, uma peça de altar desaparece sem deixar rasto a meio da noite.
Paris: Na cave da Society Malevich, a conservadora Geneviéve Delacloche fica chocada ao reparar que o grande tesouro da Sociedade desapareceu, Branco Sobre Branco do Suprematista Kasimir Malevich.
Londres: Na National Gallery of Modern Art, a última aquisição é roubada apenas algumas horas depois de ter sido comprada por mais de seis milhões de libras.
Repleto de detalhes históricos fascinantes, diálogos intrigantes, e um enredo de puxar pela cabeça, este primeiro romance de Noah Charney é sofisticado, elegante, e tão irresistível e multifacetado como uma obra de arte.

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O mundo em 2025

segundo os especialistas da União Europeia
Direcção de: Nicole Gnesatto e Giovanni Grevci
Editora: Bizâncio
Ano: 2008
Género: História e política

A obra: Em 2025, a China será a primeira potência mundial? Seremos ameaçados por novas epidemias? Ter-se-á resolvido o conflito israelo-palestiniano? Quais serão as consequências do aquecimento global? Eis questões para as quais poderá encontrar resposta neste livro.
O Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia mobilizou os seus especialistas para realizar uma pesquisa de grande envergadura sobre as tendências, factores e protagonistas que modelarão o nosso futuro. Crises energéticas, catástrofes ecológicas, novos confrontos entre grandes potências, caos generalizado no Médio Oriente...
Sem querer fazer futurologia, os especialistas que elaboraram este documento, determinando com precisão as principais evoluções demográficas, económicas e geopolíticas do mundo nos próximos anos, os riscos estratégicos, ecológicos ou sanitários que corre o nosso planeta.
O principal objectivo deste livro, consistente e bem documentado, é ajudar a nossa Europa a acompanhar as metamorfoses do mundo, para não ter de se sujeitar a elas. (296 p.)

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O Areias
Autor: Mário Contumélias
Editora: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais
Ano: 2008
Género: Conto infantil

O autor: Nasceu em Setúbal. Profissionalmente, é etno-sociólogo, especializado em Sociologia da Comunicação. É docente do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA). É colunista do Jornal de Notícias, onde dá corpo a uma opinião empenhada nas questões da cidadania e da mudança social. Como autor, foi finalista de nove festivais RTP da canção, de um festival da OTI e vencedor de um Festival Nova Gente da Canção, além de responsável pelos poemas de dezenas de canções, gravados por alguns dos mais populares cantores da época. Afastou-se do universo musical para se dedicar à escrita literária. Não sem antes ter sido autor de muitas canções destinadas ao público infantil, a mais conhecida das quais é, precisamente, O Areias é um camelo.
Tem já 20 livros publicados, dez para o público infanto-juvenil; cinco de poesia, um de entrevistas, uma brochura evocativa do "25 de Abril", e três romances. Está representado em várias antologias e em selectas literárias do ensino.

A obra: Sou o Areias. Todos sabem que sou um camelo.
Sou «pó das estrelas, poeira cósmica, um grão bem-disposto, um viajante do espaço, um passageiro do tempo. Um ser fascinado (pela vida) e fascinante. Muito humano, considero-me um artista, um sedutor. Sou engraçado e brincalhão, mas também sei ser sério, e amigo dos meus amigos... Movo-me em todos os espaços e tempos, sempre com desenvoltura. Dou-me bem com os curiosos, os aventureiros, os investigadores, os fazedores e ousados, e vou ao fim do mundo para ajudar alguém ou compreender alguma coisa. Sou determinado, mas leve no discurso e no gesto, desprendido mas atencioso e interessado. Optimista, considero o universo, o planeta, um paraíso em construção e a vida uma história com muitos sentidos e interpretações. Sou um herói! Luto contra o mal, a maldade, o vilão, que põem em risco o paraíso, a festa da vida. Gosto do termo «infinito», «infinito como as areias do deserto», «infinito como as gotas de água», «infinito como os ventos que sopram», «infinito como a energia do universo», «infinito como as estrelas do céu».

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O Princípio da Cenoura
Autores: Chester Elton e Adrian Gostick
Editora: Casa das Letras
Ano: 2008
Género: Gestão e Organização

A obra: Como os gestores de sucesso usam o reconhecimento para motivar as pessoas, desenvolver talentos e melhorar a produtividade.
O Princípio da Cenoura revela os resultados surpreendentes de um dos estudos de gestão mais aprofundados de sempre, mostrando, decisivamente, que a principal característica dos gestores mais bem-sucedidos é o facto de eles demonstrarem reconhecimento de forma frequente e eficaz.Este livro apresenta os passos simples para se tornar um gestor do «princípio da cenoura» e para construir uma cultura de reconhecimento na sua empresa. Apresenta exemplos específicos - retirados de casos reais - de formas correctas de mostrar reconhecimento. (228 p.)
«Porque é que dizer "obrigado" é mais do que simples boa educação? O Princípio da Cenoura está cheio de ideias criativas para recompensar os seus colaboradores.» (Fortune)
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NOVA ÁGUIA
Revista de Cultura para o Século XXI
Direcção: Paulo Borges, Celeste Natário e Renato Epifânio
Editora: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais
Ano: 2008 (acaba de sair o nº 1)
Género: Revista de cultura

Assuntos: A ideia de pátria. Ensaio, poesia e outros temas, incluindo um inédito de Agustina Bessa-Luís.
A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram relevantes figuras da nossa cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.
Agora, a NOVA ÁGUIA pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu "espírito", adaptado aos nossos tempos, ao século XXI.
A NOVA ÁGUIA está vinculada a três entidades: Associação Marânus / Teixeira de Pascoaes, Associação Agostinho da Silva e MIL, Movimento Internacional Lusófono. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural.

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Perspectivas Sobre Agostinho da Silva na Imprensa Portuguesa
Autor: Renato Epifânio
Editora: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais
Ano: 2008
Género: Compilação biográfica

O autor: Renato Epifânio é Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e da Direcção da Associação Agostinho da Silva; investigador na área da "Filosofia em Portugal", com dezenas de estudos publicados.
Tem Licenciatura e Mestrado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; doutorou-se, na mesma Faculdade.
É autor das obras Visões de Agostinho da Silva, A Via Aberta do Pensamento Português Contemporâneo e Repertório da Bibliografia Filosófica Portuguesa.

A obra: Nesta obra procura-se reconstituir a forma como Agostinho da Silva foi sendo retratado na Imprensa Portuguesa, desde o seu despontar intelectual enquanto jovem até à data da sua morte e para além dela: as Comemorações do Centenário do seu nascimento – reconstituindo as "sete vidas" de Agostinho da Silva. (146 p.)


Mr. Vertigo
Autor: Paul Auster
Editora: ASA
Ano: 2008
Género:Romance

O autor
: Nome cimeiro da literatura norte-americana dos nossos dias, Paul Auster nasceu em 1947, frequentou a Universidade de Columbia e residiu quatro anos em França antes de se radicar em Nova Iorque. Tem mais de duas dezenas de livros publicados, alguns deles best sellers mundiais.
Apaixonado também pelo cinema, escreveu o argumento de
Smoke, de Wayne Wang, com quem depois co-realizaria Blue in the Face. Em 1998, realizaria o seu primeiro filme, Lulu on the Bridge.

A obra: “Tinha doze anos quando caminhei sobre as águas pela primeira vez.” Começa assim a história de Walter Claireborne Rawley, conhecido em toda a América como o Rapaz Prodígio. Estamos no final dos anos 20, a era de Babe Ruth, Charles Lindbergh e Al Capone. Walter é um órfão resgatado das ruas pelo misterioso Mestre Yehudi, que o alicia com a promessa de o ensinar a voar. Um desafio às leis da natureza, que os coloca numa situação peculiar perante o Homem, Deus e o Universo. Unidos por tão bizarra combinação de espiritualidade e mundanismo, mestre e discípulo percorrerão uma vasta e vibrante América, onde se cruzam com pecadores, ladrões e vilões, desde o Ku Klux Klan do Kansas até à máfia de Chicago. A ascensão de Walt à fama e à fortuna espelha, em última instância, a passagem da América à maioridade; a capacidade de adaptação e resistência de ambos é constantemente posta à prova, numa história que pode ser a de cada um de nós.
Num romance que contempla com naturalidade o lado mágico e improvável da vida, é-nos revelado um segredo: voar, afinal, é fácil.

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A Verdade sobre os alimentos

Autor: Jill Fullerton-Smith
Editora: Editorial Presença
Ano: 2008
Género: Guia Prático

O autor: Jill Fullerton-Smith é uma realizadora premiada oriunda da Nova Zelândia. Durante dez anos realizou programas científicos para a BBC em Londres, incluindo diversos episódios de Horizon, e actualmente dirige o departamento dedicado aos programas de especialidade da BBC Scotland. Criou e produziu a série de referência da BBC A Verdade sobre os Alimentos, em que este livro se baseia. Vive em Glasgow e em Londres com o marido Andrew e a filha Billie, e tem quatro enteados, Michael, Corrina, Alex e Charlie.

A obra: A Verdade sobre os Alimentos é a maior investigação de sempre do género. Pela primeira vez, todos os mitos sobre os alimentos foram testados em laboratório e em experiências em ambientes reais, com o intuito de provar de uma vez para sempre o que é verdade e o que é ficção. Peremptório, de fácil leitura e repleto de dicas e ilustrações fascinantes, este livro evidencia os efeitos reais e cientificamente provados da comida no nosso organismo. Descubra como a comida afecta a fertilidade, os níveis de energia, o estado da pele e do cabelo, o peso e a longevidade – e conclua que mudar de dieta pode mudar a sua vida.

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Quaresma, Decifrador
As novelas policiarias
Autor: Fernando Pessoa
Editora: Assírio & Alvim
Ano: 2008
Género:Ficção

O autor:

Sim, sei bem
que nunca serei alguém.
Sei de sobra
que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
enquanto dura esta hora,
este luar, estes ramos,
esta paz em que estamos,
deixem-me crer
o que nunca poderei ser.

A obra: Nesta edição surge reconstituído pela primeira vez o conjunto das novelas policiarias de Fernando Pessoa, por ele reunidas sob o título Quaresma, Decifrador. Estes textos, na sua maioria inéditos, têm merecido pouca atenção dos estudiosos e nunca, até este momento, tinham sido publicados no seu todo, tal como Pessoa planeara e se pode observar nos esquemas que se encontravam no espólio. A escrita das novelas prolongou-se ao longo de décadas e continuava em 1935, quando o processo foi, por fim, interrompido pela morte do poeta. (474 p.)

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Contos do Gato Vadio
Autor: Jeffrey Archer
Editora: Publicações Europa-América

Ano: 2008
Género:Conto

O autor: Escritor e político inglês, Jeffrey Archer nasceu em 1940. Os seus romances tornaram-se best-sellers. É um dos escritores de maior sucesso da actualidade. Tendo sido condenado a uma pena de dois anos de prisão, numa cadeia de segurança mínima, por ter cometido perjúrio num julgamento, aproveitou os seus dotes literários, para escrever os contos reunidos neste volume.

A obra
: Um conjunto de 12 contos. A concisão e a precisão da prosa de Archer não deixam de surpreender e se, nestas histórias, os criminosos nem sempre escapam à justiça nem a justiça prevalece por vezes, o leitor sai sempre a ganhar.
Nos dois anos em que esteve preso, Jeffrey Archer recolheu várias histórias e episódios caricatos. Do conto “O Homem Que Assaltou a Sua Própria Estação dos Correios” à história do presidente de uma empresa que tentou envenenar a mulher numa viagem a São Petersburgo, todos os desfechos são inesperados.

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A Primeira Aldeia Global
(Como Portugal mudou o mundo)
Autor: Martin Page
Editora: Casa das Letras
Ano: 2008

Género: História de Portugal

O autor: Martin Page nasceu em Londres, em 1938, e morreu em 2005. Estudou antropologia. Aos 24 anos, tornou-se o mais jovem correspondente da imprensa inglesa no estrangeiro, cobrindo sete guerras, do Vietname à Argélia. Foi colocado em Paris, Roma e Moscovo.
Os seus livros, alguns deles
best sellers, são editados em 14 línguas. Galardoado com prémios literários em Inglaterra.
Quando ficou completamente cego (tinha começado a perder a visão ainda muito novo) mudou-se para Portugal, com a sua mulher e seus dois filhos. Após ter viajado por todo o país e se ter deslocado a África e Espanha, passou quatro anos a escrever este livro, na Azóia, uma aldeia perto de Lisboa.

A obra: "The First Global Village", seu título original, é uma obra de um antropólogo contemporâneo que desenvolve uma obra inteira sobre o papel de Portugal na construção do actual mundo moderno globalizado.
O livro apresenta muito sucintamente e em primeira mão uma nova sequência de eventos que nos levam, até mesmo nós portugueses, a adoptar uma perspectiva completamente diferente daquilo que tínhamos como certo acerca de Portugal, especialmente a nossa história.
Através de uma escrita agradável e ligeira, podemos ler na sinopse, em tradução livre:«Quando Jonas foi engolido pela baleia, ele estava a tentar escapar para o que é agora Portugal. Aqui, Aníbal descobriu os guerreiros, armas e ouro, para marchar sobre Roma; e Júlio César encontrou a sua fortuna, que pagaram as suas conquistas na Gália e Inglaterra.
Durante a Idade Média mais a norte, os líderes árabes portugueses tornaram-lhe parte da civilização mais avançada do mundo. Depois das conquistas gaulesas de Lisboa, um novo Portugal levou a banca de Veneza à falência, e tornou-se a nação mais rica da Europa.
Antes de se tornar Papa João XXI, João Hispano de Lisboa escreveu um dos mais modernos textos de medicina, consultados por quase toda a Europa até mais do que um século depois. Judeus portugueses introduzirão tulipas, chocolate e diamantes na Holanda.
Os portugueses deram aos ingleses o chá da tarde, e a Bombaim a chave do império. Eles trouxeram a África protecção contra a malária, e comboios de escravas para a América; para a Índia, uma melhor educação, caril e crepes; ao Japão, têmpera e armas de fogo.
Portugal entrou no século XXI como a primeira nação europeia a libertar-se a si mesma do comunismo, regressou a uma democracia e destinou-se a reconstruir-se, como uma parte vital de uma nova Europa.»
«É o livro mais fascinante que alguma vez li sobre o meu país” (Prof. Fernando d’Orey, Universidade Nova)notar que esta obra teve os apoios da Fundação do Oriente e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento. (310 p.)


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Agostinho da Silva
O Português dos Três M
Autora: Fátima Murta
Editora: Zéfiro - Edições e Actividades Culturais

Ano: 2008
Género:Infantil

A autora: Com um percurso ligado ao espectáculo enquanto actriz e declamadora, Fátima Murta gravou alguns discos de poesia, apresentou muitos recitais de divulgação de poesia portuguesa, tem trabalhos seus no teatro, em televisão e também no cinema. Para além de actriz e declamadora e da sua vida literária, Fátima Murta tem vindo a desenvolver um intenso trabalho como artista plástica, quer através da pintura quer através da tapeçaria.
Na área musical, Fátima Murta escreveu em 1985 para o Festival RTP da Canção, uma das letras melhor classificada.
Este livro para crianças foi lançado na actual Feira do Livro, em Lisboa.


A obra: É um conto para crianças onde, através de um percurso reflexivo e aliciante, proposto pela autora, os mais pequenos são convidados a deixarem-se iniciar na vida, no pensamento e na obra de uma das mais significativas figuras da cultura portuguesa e da sua dimensão universalista.
Partindo da tríplice condição de Agostinho da Silva – que gostava de se apresentar como marinheiro, como mestre e como monge –, Fátima Murta constrói uma história a que os mais pequenos serão sensíveis e, ao mesmo tempo, desafia-os ao exercício do pensamento assente na interrogação filosófica.
Num tempo em que o humanismo parece ser relegado para um segundo plano, a autora propõe-nos remarmos contra a maré – ao jeito do Professor Agostinho da Silva – introduzindo as crianças nos grandes temas filosóficos tão criativamente meditados e vividos por Agostinho da Silva cujo centenário do nascimento, presentemente, assinalamos.




Cultura – Tudo o que é preciso saber
Autor: Dietrich Schwanitz
Editora: Dom Quichote
Ano: 2004 (agora na 8ª edição)
Género: Cultura

O autor: Nasceu em 1940, na região de Ruhr, cresceu na Suíça e estudou Filologia, História e Filosofia na Alemanha, na Inglaterra e nos EUA. Ensinou literatura na Universidade de Hamburgo onde chegou à conclusão que os seus alunos não tinham nenhuma base sólida de conhecimentos. É neste contexto que aparece este livro, com uma leitura recomendável. Foi encontrado morto, em 2004, na sua casa em Hartheim, no sul da Alemanha.
A obra: «Este é um livro para aqueles que querem ter uma relação viva com a cultura. O conhecimento viu-se muitas vezes espartilhado por fórmulas e barreiras, e afastou-se do seu trabalho mais útil, que é enriquecer as nossas vidas e ajudar a conhecermo-nos melhor. Como é que surgiram a sociedade moderna, o Estado, a ciência, a democracia ou a administração? Que disse Heidegger que não soubéssemos já? Porque é que Dom Quixote, Hamlet, Fausto, Falstaff ou o Dr. Jekyl e Mr. Hyde são figuras tão conhecidas? Este livro aborda também episódios remotos e centrais do Antigo e Novo Testamento, a emergência dos Estados e a epopeia da modernização, as revoluções e a democracia; a evolução da Literatura, a Arte e a Música através das suas grandes obras; o desenvolvimento da Ciência e da Filosofia, o campo de batalha das ideologias, cosmogonias e teorias, mas também a educação que dão os livros, os colégios ou as universidades, os jornais e os foros de opinião.»


As Chamas e as Almas

Autor: Agustina Bessa-Luís
Editora: Guimarães Editores
Ano: 2008
Género: Romance

A autora: Nasceu em Vila Meã, Amarante, em 1922, descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho e de uma família espanhola de Zamora, por parte da mãe. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Fixou-se, entretanto, no Porto, onde reside.
Estreou-se como romancista em 1948, com a novela
Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras.
É em 1954, com o romance
A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa, onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.
A sua obra reparte-se por ficção, biografia, ensaísmo, crónica, viagens, teatro, juvenil e traduções.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem é amiga e com quem tem trabalhado de perto.

A obra:
Sob o título de As Chamas e as Almas, reunem-se dois romances de Agustina Bessa-Luís há muito esgotados: a Crónica do Cruzado Osb. (1976) e As Fúrias (1977).
Escritos nos anos críticos da revolução iniciada em 25 de Abril de 1974, ficcionam de modo indelével a vida social íntima e familiar nesses anos de profunda desestruturação da sociedade portuguesa e das perplexidades que os acontecimentos provocavam.
“Quem, porque não fosse ainda nascido ou porque andasse por outras partes, não pôde experimentar o tempo e a singularidade da revolução portuguesa, viverá nestes dois romances todos os acontecimentos e emoções desses anos turbulentos.” (Inês Pedrosa, no prefácio a esta edição).


Praça de Londres
Autor: Lídia Jorge
Editora:
Ano: 2008
Género: Conto

A autora: Nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da Guerra Colonial. A publicação do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Cidade de Lisboa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das Letras portuguesas.
Entre outros romances, conta-se
O Vale da Paixão (1998) galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube, e em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano. Passados quatro anos, Lídia Jorge publicou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d’Escritas.
Os romances de Lídia Jorge encontram-se traduzidos em diversas línguas. Em 2006, a autora foi distinguida na Alemanha, com a primeira edição do Albatroz, Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass, atribuído pelo conjunto da sua obra.

A obra: É um conjunto de cinco contos. Além do que lhe dá o título, fazem parte Rue du Rhône, Branca de Neve e Viagem para Dois, narrativas já antes publicadas.
São inscritos em espaços urbanos reconhecíveis, invocando instantes de vida marcantes, colhidos do quotidiano normal. De um modo geral, o seu tom oscila entre o intimista e o irónico. A questão da inocência e da perda é um dos temas que lhes dá unidade.

Uma Aventura no Alto Mar
Autor: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Editora: Editorial Caminho
Ano: 2008
Género: Infantil - Juvenil

A autora: Ana Maria Magalhães nasceu em Lisboa em 1946, tendo-se licenciado em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A par de intensa actividade no domínio da educação, estreou-se como escritora de livros infanto-juvenis em parceria com Isabel Alçada em 1982.
Os seus livros, que marcaram uma viragem na história da literatura infantil portuguesa, reflectem a longa e rica experiência educativa, e traduzem o seu talento para comunicar com os mais novos.


A obra: O que começou por ser uma pequena subida à falésia para ver o nascer do Sol transformou-se numa grande aventura que levou o grupo dos cinco amigos até ao mundo mágico do continente gelado, o Pólo Sul.

Oriente Próximo

Autor: Alexandra Lucas Coelho
Editora
: Relógio d’Água Editores
Ano: 2008
Género: Jornalismo

A autora: Nasceu em Dezembro de 1967. Estudou teatro no I.F.I.C.T. e licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou dez anos na rádio continuando ainda hoje a colaborar com a RDP. Desde 1998 é jornalista no Público. A partir de 2001 viajou várias vezes pelo Médio Oriente / Ásia Central e esteve seis meses em Jerusalém como correspondente. Foram-lhe atribuídos prémios de reportagem do Clube Português de Imprensa, Casa da Imprensa e o Grande Prémio Gazeta 2005.

A obra:
Oriente Próximo é o resultado de uma experiência como jornalista em Israel e nos territórios palestinianos ocupados, em viagens a partir de 2002, e na temporada 2005-2006, como correspondente do Público.
Os primeiros sete capítulos são inéditos e foram escritos entre Abril e Maio de 2007, a partir de viagens feitas expressamente para este livro, incluindo os campos de refugiados do Líbano. O prólogo e o epílogo foram acrescentados em Julho de 2007.


Epopeia e Antiepopeia de Virgílio a Alegre

Autora: Teresa Carvalho
Editora
: Coimbra Editora
Ano: 2008
Género: Literatura

A autora: É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas Estudos Portugueses, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e mestre. Como domínios de investigação, tem privilegiado a Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, de matriz clássica, e a Literatura na sua relação com as Artes. Investigadora do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, da mesma Faculdade, tem vários artigos publicados em revistas da especialidade e prepara actualmente o doutoramento na especialidade de Poética e Hermenêutica.

A obra:
«Virgílio legou à literatura portuguesa uma formulação angustiante, por meio da qual o rosto mais visível da epopeia nacional, Luís de Camões, e muitos dos escritores que se lhe seguiram, expressaram, em simultâneo, dois modos de ver e de entender Portugal e a sua história. Incluindo uma deambulação pelo poema narrativo Camões, de Almeida Garrett, pela poesia de Cesário Verde e pela «epopeia mínima» que é a Mensagem de Fernando Pessoa, a fim de verificar a paradoxal convivência entre epopeia e antiepopeia (expressão do claro-escuro que simbolicamente resume a gesta marítima portuguesa), este estudo centra-se na obra poética de Manuel Alegre, autor assumidamente antiépico. Na sua poesia, o tom confiante que gera a poesia épica desaparece, aparentemente, para dar lugar à crítica desalentada e ao lamento pelo devir histórico; a idealidade do mundo de aventura e fascínio da epopeia – liminarmente recusada pelo poeta – volve-se, ora no horror interminável da guerra colonial, reedição de Alcácer Quibir, ora na epopeia triste nas terras de exílio e de emigração, ora ainda na domesticidade «insuportável» do quotidiano lusíada. E «o resto é um morrer de pequenez». Não surpreende, pois, que este poeta, deslocando-se para o pólo oposto ao da poesia épica, numa estratégia de claro distanciamento, cante “perdas lágrimas danos”; que a tuba sonorosa reverta, “com que pena”, em “lira já cansada e enrouquecida”, em sinal de um país que “Não há”.
Convivendo com o Portugal sombrio e disfórico, sem império nem imperialismos, cabisbaixo e imóvel, de candeias às avessas com a ideia de descoberta e consigo mesmo, a poesia alegriana esconde, porém, na sua faceta retórico-estilística, de feição marcadamente epopeica, nos seus símbolos e mitos (onde D. Sebastião é, sem dúvida, o eterno herói), na sua semântica luminosa, nos decassílabos, que sustentam o tom, por vezes, grandioso, na sua lucidez combativa, nas figuras compensadoras do sonho e da imaginação, um outro Portugal: o Portugal da descoberta e da Conquista, associado à figura mítica de Camões, presença tutelar que se respira nos seus versos.
Situado embora no extremo oposto da poesia épica, Manuel Alegre é, afinal, outro rosto menos visível da epopeia lusíada, ou antes, da mais recente epopeia lusíada, próxima da vida, da morte – do humano.»


Alfreda ou a Quimera
Autor: Vasco Graça Moura
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2008

O autor: Nasceu na Foz do Douro em 1942. Participou nos dois governos provisórios como Secretário de Estado. Entre 1978 e 1996 exerceu os cargos de director da Radiotelevisão Portuguesa, de comissário geral das Comemorações dos Descobrimentos, e de director dos Serviços da Fundação Calouste Gulbenkian.
Distinguido como Oficial da
Ordem de Santiago da Espada, recebendo o Prémio Pessoa em 2005 e o Prémio Vergílio Ferreira em 2007, bem como os Prémios de Poesia do PEN Clube Português () e da Associação Portuguesa de Escritores (1997). No plano internacional, foi-lhe atribuída a Coroa de Ouro do Festival de Poesia de Struga (, 2004) e tem a Medalha de Ouro da cidade de Florença desde 1998.
Em Abril de
2008, é distinguido com o Prémio de Tradução 2007 do Ministério da Cultura italiano, que distingue anualmente o melhor tradutor estrangeiro de obras italianas, por decisão unânime do júri. Distinguiu-se pela tradução de algumas das principais obras italianas como A Divina Comédia e Vita Nuova, de Dante Alighieri, e ainda Rime e Trionfi de Francesco Petrarca

A obra: Alfreda ou a Quimera é a história de uma obsessão, de uma paixão por uma bela e misteriosa mulher com quem o protagonista deste romance - um bibliófilo portuense - se relaciona intima e fugazmente. Essa paixão passa a reger a sua vida, os seus interesses, os seus actos, os seus pensamentos, enquanto ele tenta reencontrá-la. Quando a reencontra, ou quando a verdade sobre ela é revelada, apesar do desapontamento que o atinge e do seu desinteresse em reencontrá-la carnalmente, João de Melo renuncia a uma vida normal, a um amor tranquilo e equilibrado que entretanto encontrara com outra mulher, para se entregar à quimera de Alfreda. As histórias que acabam bem não fazem história; mas alguns episódios obscuros e mal resolvidos marcam-nos para sempre. Além da história central do livro, destaquem-se ainda a relação com Pips, o seu amigo homossexual inglês, e a relação apaixonada que mantém com o mundo dos livros e com a sua cidade do Porto.


O Jogo do Mundo
Autor: Julio Cortázar
Editora: Cavalo de Ferro
Ano: 2008

O autor: Julio Cortázar, escritor e intelectual argentino, é considerado um dos autores mais inovadores e originais do seu tempo. Mestre no conto e na narrativa curta, a sua obra é apenas comparável a nomes como os de Edgar Allan Poe, Tchékhov ou Jorge Luis Borges. Deixou igualmente romances como "Rayuela", que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo com o modelo clássico mediante uma narrativa que escapa à linearidade temporal e onde os personagens adquirem uma autonomia e uma profundidade psicológica raramente vistas.
Da sua vasta obra, que inclui volumes de contos, romances e poesia, para além de "Rayuela", publicado em 1963, destacamos: "Bestiario" (1951), "Final del juego" (1956), "Las armas secretas" (1959), "Historias de cronopios y de famas" (1962), "Todos los fuegos el fuego" (1966), "La vuelta al dia en ochenta mundos" (1964), "Ultimo round" (1969), "Octaedro" (1974), "Queremos tanto a Glenda" (1980) e "Deshoras" (1982).

A obra: O amor turbulento de Oliveira e da «Maga», os amigos do Clube da Serpente, as caminhadas por Paris em busca do Céu e do Inferno, têm o seu outro lado na aventura simétrica de Oliveira, Talita e Traveler, numa Buenos Aires refém da memória.
Considerado o romance que melhor retrata as inquietudes e melhor resume o Século XX na visão latino-americana do mundo.

A Rapariga Que Inventou Um Sonho
Autor: Haruki Murakami
Editora: Campo das Letras
Ano: 2008

O autor: Um dos mais populares escritores japoneses, Haruki Murakami nasceu em Kyoto em 1949. Formou-se em dramaturgia clássica no Departamento de Literatura da Universidade de Waseda. Pouco depois, montou um bar em Kokubunji, Tóquio (1974 a 1981), sobre o qual diria mais tarde: “Tudo que preciso saber na vida aprendi no meu bar de jazz.” Nesse período, publicou seus dois primeiros livros: Hear the Wind Sings (1979) e Pinball 1973 (1980).
Depois viriam Caçando carneiros (1982), publicado no Brasil pela Estação Liberdade em 2001; Hard-boiled Wonderland and the End of the World (1985), que lhe rendeu o prestigioso Prémio Tanizaki; Norwegian wodd (1987), com mais de 20 milhões de cópias vendidas em um ano, e, em seguida, Dance Dance Dance (1988), entre outras obras. Seus livros de ficção mais recentes são After the quake (2000) e Kafka on the shore (2002).
Em 1996, Murakami recebeu o Prémio Literário Yomiuri.
Após morar alguns anos na Europa e nos Estados Unidos, Murakami voltou ao Japão e actualmente vive nas proximidades de Tóquio.

A obra: Em “A Rapariga que Inventou Um Sonho” estão reunidos os vinte e quatro melhores contos de Haruki Murakami, escritos entre 1981 e 2005, onde a mestria do autor do best-seller Kafka à Beira-Mar envolve a fantasia com a mais natural das realidades. Do surreal ao mundano, estas histórias exibem a sua habilidade de transformar o curso da experiência humana na mais pura e surpreendente arte literária.
Há corvos animados, macacos criminosos, um homem de gelo… Há sonhos que nos moldam e coisas que sempre sonhámos ter… Há reuniões em Itália, um exílio romântico na Grécia, umas férias no Havai… Há personagens que se confrontam com perdas dolorosas, outras que se deparam com distâncias inultrapassáveis entre os que querem estar o mais próximo possível.
Quase todas as histórias são melancólicas, com personagens submersas pela solidão.
Murakami junta os seus temas favoritos: os acontecimentos inexplicáveis (o tal toque de fantástico que provoca por vezes a sua inclusão na corrente do realismo fantástico), as coincidências, o jazz, os pássaros e os gatos.


As Catedrais
Autor: Patrick Demouy
Editora: Publicações Europa-América

O autor: Patrick Demouy é professor de História da Idade Média na Universidade de Reims. É autor, nomeadamente, de Les archvêques de Reims et leur Église aux XIe et XIIe siècles (2005, I.o prémio Gobert da Académie des Inscriptions et Belles Lettres).

A obra: Fazer a história das catedrais desde o seu aparecimento, no século IV a. C., até aos nossos dias é, certamente, apresentar a sua arquitectura — romana, gótica — e as evoluções das suas fachadas, assim como do seu espaço interior, explicar a maneira como elas foram construídas. Mas é também descrever a vida do grupo episcopal, analisar a evolução histórica do lugar e do papel deste edifício na cidade e junto das populações, compreender os símbolos ligados a esta igreja do bispo.
Esta obra descreve o espaço de oração, o lugar de memória e, durante muito tempo, lugar de poder que é a catedral. E mostra também como este monumento acumula no presente funções de culto, patrimoniais e turísticas.




A Coragem do General Sem Medo. Humberto Delgado
(Literatura Infantil)
Autor: Jorge Letria
Editora: Campo das Letras
Ano: 2008

O autor: José Jorge Letria nasceu em Cascais em 1951.
Estudou Direito e História e é pós-graduado em Jornalismo Internacional. Com dezenas de livros publicados em diversas áreas, foi distinguido com importantes prémios literários nacionais e internacionais. É um dos mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil em Portugal e autor de programas de rádio e televisão. Está traduzido em várias línguas.
É vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, desempenhando o mesmo cargo na Casa da Imprensa.
É co-autor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.

A obra:
– Avô, quem é este general que deu o nome à avenida onde eu moro?
– É o General sem Medo.
– Chama-se Humberto Delgado, não é? Conta-me o que lhe aconteceu para ter o nome em tantas ruas...
– E também em avenidas, largos e praças, coisa que só acontece quando uma pessoa representa muito para o povo a que pertence.
– Gostava de saber mais sobre este general.


As Paredes têm ouvidos – Sonno Elefante
(Em banda desenhada)
Autor: Giorgio Fratini
Editora: Campo das Letras
Ano: 2008

O autor: Giorno Fratini nasceu em Prato (Itália) em 1976.É arquitecto. Esteve em Portugal pela primeira vez em 2000 para estudar Arquitectura ao abrigo do programa Erasmus. Vive e trabalha em Florença. Este é o seu primeiro livro.


A obra: «As cidades também são isto: deixar cair as ruínas e erguer arquitecturas promíscuas sobre os restos da memória. Em Lisboa, na Rua António Maria Cardoso, entre os teatros, os cafés dos intelectuais e os esboços do Tejo, aquelas ruas de postal que se dobram repentinamente deslizando para baixo como pinceladas num quadro. Um antigo e pequeno edifício nobiliário que amanhã vai ser um condomínio de luxo dotado de parques de estacionamento e lojas. Mas até ontem, até 1974, as suas salas acolhiam a sede da PIDE.
"Um dia é uma coisa, no dia a seguir é outra, é normal, não?..."
PIDE. Um som, um acrónimo, uma palavra que ainda hoje, para muitos portugueses, provoca um grande arrepio na espinha: Polícia Internacional e de Defesa do Estado. O braço armado do regime: os polícias que controlam, que nos batem à porta de madrugada, que nos arrastam para uma cela por causa dos livros que alguém nos viu ler, por causa das palavras que alguém nos ouviu pronunciar. E os lugares, com quem ninguém se preocupa, registam os acontecimentos de que são testemunhas resistindo à tentação do sono elefante, que é o do esquecimento.»(Comentário de Roberto Fancavilla, tradutor e crítico literário, que ensina Literatura Portuguesa e Brasileira na Universidade de Siena.)


A Sala Magenta

Autor: Mário de Carvalho
Editora: Editorial Caminho
Ano: 2008

Quatro anos depois de Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina, surge este romance, onde o autor com a sua escrita elegante e contida, que apetece ler e reler, nos diverte mas faz reflectir.

1808

Autor: Laurentino Gomes
Editora: Publicações Dom Quixote
Ano: 2008

Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu. Em tempo de guerra, reis e rainhas tinham sido destronados ou obrigados a refugiar-se em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe, a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colónias imensas em diversos continentes, até àquele momento nenhum rei tinha posto os pés nos seus territórios ultramarinos para uma simples visita – muito menos para ali morar e governar. Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos da sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colónia de Portugal.


O Artista da Morte

Autor: Daniel Silva
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2008

Gabriel Allon foi em tempos um importante agente dos serviços secretos israelistas, mas agora só pensa em fugir do seu passado para viver uma vida tranquila como restaurador de arte. É no entanto chamado de regresso às perigosas missões. A agente com quem trabalhará esconde-se por detrás da sua própria máscara de modelo francesa. O seu alvo: um astuto terrorista numa derradeira matança desenfreada, um palestiniano fanático, de nome Tariq, que desempenhou um negro papel no passado de Gabriel. Aquilo que começa como uma caça ao homem torna-se um duelo que atravessa o globo e é alimentado pela intriga política e por intensas paixões pessoais. Num mundo onde o sigilo e a duplicidade são absolutas, a vingança é um luxo sem preço e a maior das obras de arte. Primeiro livro da série protagonizada por Gabriel Allon (o herói de O Confessor, Príncipe de Fogo, Morte em Viena e A Mensageira).


Tropa de Elite

Autores: Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel
Editora: Editorial Presença
Ano: 2008

Baseado em factos reais,
Tropa de Elite alia-se à ficção para descrever o exaustivo trabalho do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro. Treinados para lidar com situações especiais, os elementos do BOPE distinguem-se pela incorruptibilidade, honra, dignidade e coragem. Mas as suas práticas de combate ao crime são descritas como violentas, cruéis e implacáveis. Todos os dias os polícias arriscam a vida em nome do dever, nem por isso auferindo salários em conformidade sendo o orgulho na missão, aquilo que os faz mover e que os eleva à categoria de benfeitores por entre as populações. A ameaça é uma constante na vida destes homens e a sua incursão pelas favelas, por bairros pobres e problemáticos, obriga-os a fazerem uso do sangue frio e a entoarem o grito de guerra em casos de brutalidade extrema. A primeira parte do livro revela o quotidiano desta polícia e as suas práticas e a segunda parte acompanha uma personagem que se envolverá com autoridades, traficantes, e políticos num circuito onde o perigo espreita a cada esquina e se tecem relações melindrosas em torno da corrupção. Tropa de Elite revela como o BOPE se destaca destes círculos, como despista o crime e corajosamente o enfrenta e reprime.

A Matemática das Coisas

Autor: Nuno Crato
Editora: Gradiva Publicações
Ano: 2008

Agora galardoado com o European Science Award na categoria de Melhor Comunicador do Ano, um novo livro de Nuno Crato dedicado às histórias matemáticas, como por exemplo histórias de confusões nas auto-estradas por não se seguirem regras da geometria cartesiana. Enfim, histórias acerca da beleza da matemática, contadas para que todos a entendam e se entusiasmem.


A matéria do poema

Autor: Nuno Júdice
Editora: Don Quixote
Ano: 2008

Mais um excelente livro de poesia de Nuno Júdice, um dos grandes poetas da actualidade.

Rio das Flores

Autor: Miguel de Sousa Tavares
Editora: Oficina do Livro
Ano: 2007

Apesar de ter sido publicado já nos finais do ano passado, não resistimos de o incluir agora aqui, pelo sucesso de vendas que tem tido.

Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.
Rio das Flores resulta de um minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa histórica, que serve de pano de fundo a um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições e, simultaneamente, à vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas.
Três gerações sucedem-se na mesma casa de família, tentando manter imutável o que a terra uniu, no meio da turbulência causada por décadas de paixões e ódios como o mundo nunca havia visto. No final, sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho.


O Prazer da Leitura

Autor: vários
Editora: Publicações Dom Quixote
Ano: 2008

Um conjunto de pequenos contos de conhecidos escritores portugueses: Mário Cláudio, Lídia Jorge, João Aguiar, Filipa Melo, Rui Zink, Luísa Costa Gomes, Nuno Júdice, Manuel Jorge Marmelo, Maria Teresa Horta e Francisco José Viegas.


Em Nome do Porco

Autor: Pablo Tusset
Editora: Publicações Dom Quixote
Ano: 2008

Pablo Tusset retrata neste romance um mundo de dualidades entre infernos e paraísos, entre o amor e a morte, entre o bem e o mal, vistos com uma ternura comovedora, com uma perspicácia prodigiosa e com um toque de humor.
O comissário principal Pujol, à beira da reforma, investiga a morte de uma mulher degolada e esquartejada como um animal num matadouro. Na sua boca foi encontrado um papel que diz em letras maiúsculas: «EM NOME DO PORCO». Esta é a trama central deste romance, no qual diversos personagens como T, outro inspector de homicídios, vários suspeitos, o cacique da aldeia em que aparece o cadáver e Quique Aribau, o escritor de um romance que foi um êxito há alguns anos, são as peças das quais se serve para oferecer uma narrativa de impacto, que reúne o mistério, a profundidade psicológica e, claro, a ironia.


O Santuário de Gondwana
(em Banda Desenhada)

Autor: André Juillard / Yves Sente
Editora: Asa Editores
Ano: 2008

Mortimer trouxe uma misteriosa rocha da sua expedição ao Pólo Sul e está agora na pista de uma civilização fantástica, cujo berço parece situar-se nas entranhas da cratera do Ngorongoro, não longe do lago Victória.
É assim que começa uma fantástica aventura africana que, pela primeira vez, conduzirá os nossos dois heróis à África negra e ao Tanganyka (actuais Quénia e Tanzânia).
Com este regresso dos dois célebres “gentlemen” da banda desenhada, Yves Sente e Juillard assinam um “thriller” que surpreenderá e fascinará todos os fãs da mítica série BLAKE E MORTIMER.


O Artista da Morte

Autor: Daniel Silva
Editora: Bertrand Editora
Ano: 2008

Gabriel Allon foi em tempos um importante agente dos serviços secretos israelitas, mas agora só pensa em fugir do seu passado para viver uma vida tranquila como restaurador de arte. É no entanto chamado de regresso às perigosas missões. A agente com quem trabalhará esconde-se por detrás da sua própria máscara de modelo francesa. O seu alvo: um astuto terrorista numa derradeira matança desenfreada, um palestiniano fanático de nome Tariq, que desempenhou um negro papel no passado de Gabriel. Aquilo que começa como uma caça ao homem torna-se um duelo que atravessa o globo e é alimentado pela intriga política e por intensas paixões pessoais. Num mundo onde o sigilo e a duplicidade são absolutas, a vingança é um luxo sem preço e a maior das obras de arte.


100 Maravilhas do Mundo

Autor: vários
Editora: Bertrand Livreiros
Ano: 2008

Neste livro são descritos cem dos mais espectaculares monumentos construídos pelo homem e fenómenos naturais de todo o mundo. Megalítos enigmáticos como Stonehenge em Inglaterra e as estátuas da ilha da Páscoas no Pacífico predispõem-se a conjecturas, mas não revelaram ainda os seus vetustos segredos. Requintados edifícios, como a Catedral de São Pedro em Roma rivalizam com as linhas despojadas da Grande Pirâmide de Giza (Gizé). Conheça proezas de engenharia, tais como o Transiberiano, a maior linha de caminho-de-ferro do mundo, bem como fenómenos naturais como as Floridas Everglades, o enorme deserto do Sara e os vulcões activos da Antárctida. Reunindo o melhor de todo o mundo, este livro constitui uma leitura fascinante, uma referência útil e um tentador convite a mais descobertas.


Humberto Delgado, o General Sem Medo

Autor: Frederico Delgado Rosa
Editora: A Esfera dos Livros
Ano: 2008

Esta é a primeira biografia do homem que desafiou Salazar ao proferir a célebre frase: «Obviamente demito-o!». Candidato à Presidência da República em 1958, Humberto Delgado galvanizou multidões de Norte a Sul, tendo sido vítima de uma das maiores fraudes eleitorais da História. A sua morte às mãos da PIDE, em 13 de Fevereiro de 1965, foi o principal assassínio político da ditadura e marcou indelevelmente a memória colectiva. Mito do Século XX, Humberto Delgado renasce neste livro, que narra passo a passo o romance de aventuras da sua vida, desde a infância no Ribatejo até à cilada de Badajoz. Escrita por Frederico Delgado Rosa, neto de Humberto Delgado, a presente biografia desvenda factos totalmente desconhecidos até hoje, relata pormenores intimistas vedados aos historiadores e faz surpreendentes revelações sobre o assassinato, lançando uma nova luz sobre o «Caso Delgado».

Último Ano em Luanda


Autor
: Tiago Rebelo
Editora: Editorial Presença
Ano: 2008

Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa centenas de milhares de portugueses que vivem em Angola. A partir desse dia inicia-se a derrocada imparável de uma sociedade inteira que, tal como um navio a afundar-se, está condenada à destruição e à ruína. Em escassos meses, trezentos mil portugueses são obrigados a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da história deste povo. Para trás ficam as suas casas, os carros e até os animais de estimação. Empresas, fábricas, comércio e fazendas são abandonados enquanto Luanda, a capital da jóia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano. Três movimentos de libertação, cujos exércitos estavam derrotados a 25 de Abril de 1974, estão novamente activos e combatem entre eles pelo poder deixado vazio pelas Forças Armadas portuguesas. É neste cenário de total desorientação social e de insegurança generalizada que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano no seu avião, Regina e o filho de ambos se movem, numa extraordinária luta para sobreviverem à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada. Esta é a história de coragem e abnegação de um casal surpreendido, tal como milhares de outros, num processo de degradação que se deve à recusa do Exército em defender os seus próprios compatriotas a favor de um movimento até há pouco inimigo, ao desinteresse dos políticos, à total incapacidade do governo de Lisboa para impor os termos de um acordo assinado no Alvor e constantemente violado em Angola e à intervenção militar das duas potências mundiais envolvidas numa guerra fria que é combatida por intermédio dos exércitos regionais.


Os Retornados

Autor:
Júlio Magalhãis
Editora - Esfera dos Livros
Ano: 2008

Outubro, 1975. Quando o avião levantou voo deixando para trás a baía de Luanda, Carlos Jorge tentou a todo o custo controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Acompanhado pela mulher e filhos, partia rumo ao desconhecido. A uma pátria que não era a sua. Joana não ficou indiferente ao drama dos passageiros que sobrelotavam o voo 233. O mais difícil da sua carreira como hospedeira. No meio de tanta tristeza, Joana não conseguia esquecer o olhar firme e decidido de Carlos Jorge. Não percebia porquê, mas aquele homem perturbava-a profundamente. Despertava-a para a dura realidade da descolonização portuguesa e para um novo sentimento que só viria a ser desvendado vinte anos mais tarde. Foram milhares os portugueses que entre 1974 e 1975 fizeram a maior ponte área de que há memória em Portugal. Em Angola, a luta pelo poder dos movimentos independentistas espalhou o terror e a morte por um país outrora considerado a jóia do império português. Naquela espiral de violência, não havia outra solução senão abandonar tudo: emprego, casa, terras, fábricas e amigos de uma vida.

A Rapariga Que Roubava Livros

Autor:
Markus Zusak
Editora: Editorial Presença
Ano: 2008

Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em
A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra. Um livro soberbo que prima pela originalidade e que nos devolve um outro olhar sobre os dias da guerra no coração da Alemanha e acima de tudo pelo amor à literatura.


O Segredo

Rhonda Byrne

O Segredo é neste momento – e de longe – o livro de não ficção mais vendido em todo o mundo. Só nos Estados Unidos vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares e ocupa o primeiro lugar dos principais tops de vendas, onde o respectivo audiobook também figura em destaque.
A autora, Rhonda Byrne, descobriu que a maioria das pessoas que têm ou tiveram sucesso conheciam um Grande Segredo, e dá exemplos que vão desde Einstein a Galileu Galilei. A partir dessa descoberta, ela foi procurar pessoas que actualmente conhecessem o Segredo e vivessem de acordo com ele (como, por exemplo, o autor de Conversas com Deus ou o autor de Os Homens São de Marte as Mulheres São de Vénus). Falou com elas, entrevistou-as, e através do testemunho delas vai explicando no livro a “lei da atracção”: nós atraímos aquilo que queremos atrair e, se queremos atrair o sucesso, conseguimos atrair o sucesso.

Na origem do livro está um documentário feito para a televisão australiana que se tornou num sucesso global – é, presentemente, o DVD mais vendido em todo mundo, e mesmo em Portugal há sessões regulares de exibição e documentário. Ou seja, um fenómeno de culto.

Nos últimos dois meses O Segredo tem ocupado o primeiro lugar no top de livros da Amazon americana (entre os títulos de não ficção), enquanto o audiobook figura sempre entre os dez primeiros lugares.

O Segredo está no primeiro lugar do top da Publishers Weekly na categoria de não ficção.

O Segredo esteve ou está nos primeiros lugares dos tops do New York Times, USA TODAY

Pura Anarquia

Woody Allen

Pura Anarquia transmite-nos a perspectiva pessoal de Woody Allen sobre temas que vão de amas delatoras («Querida ama») a roupas que cheiram a carne de porco cozinhada duas vezes («Sam, fizeste as calças demasiado bem-cheirosas»), passando por campos de férias de cinema («Calistenia, hera venenosa, montagem final») ou uma visão desapaixonada acerca de uma senhora muito atraente e uma trufa valiosíssima («Que letal se tornou o seu sabor, minha doce amiga»). E ainda fornece uma cunha que se adapta perfeitamente à perna de uma mesa coxa.

Ganhar em Bolsa

Fernando Braga de Matos

Este livro tem um propósito claro: desmistificar o jogo na bolsa. A ideia nuclear de Ganhar em Bolsa é a de que qualquer pessoa, e não obrigatoriamente um perito, desde que dotada dos conhecimentos adequados e informação suficiente, pode seguramente ganhar na Bolsa, possivelmente muito e eventualmente de modo extraordinário, mesmo usando uma estratégia avessa ao risco.
Para tanto nem sequer é imprescindível grande empenhamento de tempo, embora se exija uma permanente e qualitativa atenção.
É um livro pedagógico e de leitura obrigatóriapara qualquer interessado no mercado de capitais.

Pânico


Jeff Abbott

vida não poderia estar a correr melhor a Evan Casher: com apenas 24 anos, é já um realizador de documentários famoso e é feliz com a namorada, Carrie. Após um telefonema urgente da mãe, faz uma viagem inesperada a Houston. Aí encontra a mãe brutalmente assassinada e escapa por pouco a uma tentativa de homicídio. Raptado do local do crime por um mercenário enigmático movido por razões desconhecidas, Evan vê-se confrontado com a dura realidade: toda a sua vida não passa de uma mentira meticulosamente construída.

O Português que nos Pariu


Angela Dutra de Menezes

Um relato positivo sobre a influência portuguesa na cultura brasileira escrito com muito humor.
Angela Dutra de Menezes, uma conceituada escritora brasileira, propõe em O Português Que Nos Pariu uma nova maneira de encarar a História.
Lançando mão de uma linguagem bem-humorada e sem a rigidez dos livros didácticos, a autora narra os factos que marcaram o descobrimento do Brasil.

Considerado um dos 10 livros do ano pelo Globo.

Diana Uma Vida


Tina Brown

Dez anos depois da sua morte, a princesa Diana continua a ser um mistério. Seria a «princesa do povo», que electrizou o mundo com a sua beleza e as suas missões humanitárias? Ou seria uma manipuladora, uma neurótica dependente dos media que quase fez ruir a monarquia britânica?
Em Diana – Uma Vida, deparamo-nos com um formidável conjunto de mulheres e vemos de dentro a sociedade em que vivem… A mãe de Diana, que abandonou o marido por outro homem, a avó, que maquinou subtilmente o seu casamento com o príncipe de Gales, a madrasta que odiou mas acabou por compreender, e um terrífico trio de parentes por afinidade: Fergie, uma força da natureza, a princesa Margarida, outrora um ícone de beleza, a implacável rainha-mãe e, mais colossal do que todas elas, a rainha, cuja admiração Diana procurou até ao dia da sua morte.

Se acrescentarmos Camilla Parker-Bowles, a «outra mulher», a esta mistura explosiva, não surpreende que Diana tenha sentido necessidade de quebrar a sua gaiola dourada e procurar nos media o poder que lhe faltava face à família real e usá-lo com os efeitos devastadores que conhecemos.


A Ilha

Victoria Hislop

Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

A Menina que Nunca (...)

Torey Hayden

Torey Hayden publicou A Criança Que Não Queria Falar, em 1980, relatando o caso verídico e comovente da sua relação com uma menina de seis anos que aparecera, gravemente perturbada, na sua aula de ensino especial. Ao longo de vários meses, a jovem professora lutou para fazê-la desabrochar sob o calor generoso da sua espantosa intuição e amor e levá-la a descobrir um mundo que podia ser luminoso.
Separadas pelas contingências da vida, só voltam a encontrar-se anos mais tarde quando Sheila já tem 13 anos. Para surpresa de Torey, a adolescente parece ter perdido uma grande parte das memórias dos primeiros tempos que passaram juntas e, à medida que elas ressurgem do passado com os sentimentos que lhes estão associados, a sua competência de terapeuta e a sua devoção vão de novo ser duramente postas à prova.

Foi Assim

Zita Seabra

“Foi Assim é a história de uma aprendizagem: da inocência à realidade e da realidade à sabedoria, um pouco melancólica, do adulto. Mas Zita Seabra, que “passou” à clandestinidade aos 17 anos, cresceu no Partido Comunista de Cunhal, o que faz da história dela a história de uma época. Sem se justificar, sempre cândida e às vezes comovedora, Zita Seabra fala naturalmente de um mundo fantástico e brutal, que nunca foi descrito com tanta intimidade e tanta exactidão. Foi Assim é o livro que faltava para perceber a grande tragédia do comunismo português”.- Vasco Pulido Valente

As Mulheres do Meu Pai

José António Aqualusa

Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou ao morrer sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico. Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente Cape Town, na África do Sul. Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais, e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem, aqui e ali, as mais estranhas personagens.



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