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Cultura Local > História de Góis em Datas
Os senhores Goes (1459-1114)
História de Góis em datas
Última alteração: 9/05/2008
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Em 1114, D. Teresa e seu filho infante Afonso Henriques doam as terras de Góis ad vitam aeternum. Seria o início de um senhorio que se manteria na mesma família, de geração em geração, durante sete séculos, só terminando com o fim desse regime de administração de terras, com a revolução do Liberalismo.
Seria também o início da família Goes, que iria marcar presença relevante na constituição do reino de Portugal; tanto nas lutas militares, na reconquista aos mouros e contra os castelhanos, como na administração pública, na política, na religião e nas descobertas de além-mar.
Ao longo da “dinastia” dos Goes, o senhorio foi sendo consolidado, com forais, com edificação dos Paços Velhos, com irmandades, e surgindo uma organização concelhia. Lutas fratricidas pela sua posse não faltariam, mas não impeditivas da sua continuação.
A perda de varonia, ocorrida na segunda metade do século XV, faria apagar localmente a sua linhagem. Eram os tempos do final da Idade Média, em que a mulher, com a consumação do matrimónio, e contrariamente a épocas mais remotas, são menos donas da riqueza, nomeadamente o de dispor dos bens que levava para o casamento.
(Em Janeiro de 1459, Diogo da Silveira toma posse das terras de Góis, dando início à época dos Silveira. Contudo, com a sua morte cinco anos depois, sua mulher Beatriz Lemos de Goes ficará a administrar o senhorio até ao fim da sua vida, estendendo-se assim a “dinastia” dos Goes, na prática, até ao ano 1521).
1459
18 de Janeiro – D. Afonso V confirma Diogo da Silveira, casado com Beatriz Lemos de Goes, filha de Fernão Gomes de Goes, com o direito ao senhorio de Góis.
1458
Morre Fernão Gomes de Goes.
Janeiro – D. Afonso V confirma que o senhorio de Góis é pertença de Fernão Gomes de Goes, com intenção de pôr termo às pretensões de seu irmão.
1453
Diogo da Silveira é nomeado para o cargo de escrivão da puridade, ocupando o lugar de seu pai.
1452
4 de Outubro – D. Afonso V decreta que, por morte de Fernão Gomes de Goes, as terras de Góis sejam transmitidas à sua filha lídima, abrindo assim uma excepção à lei geral.
1451
13 de Setembro – D. Afonso V restitui o senhorio de Góis a Fernão Gomes de Goes, anulando deste modo a sua decisão de 1448.
. Anterior
1451 (?)
Casamento de Beatriz Lemos de Goes com Diogo da Silveira, filhos, respectivamente, de Fernão Gomes de Goes e Nuno Martins da Silveira, selando as suas amizades e unindo as casas das duas linhagens.
1448
Julho – D. Afonso V retira o senhorio de Góis a Fernão Gomes de Goes e dá-lo a seu irmão Gomes de Lemos, alterando a sua anterior decisão.
1444
Morre, em Góis, Mécia Vasques de Goes, sucedendo-lhe seu filho, Fernão Gomes de Goes, no senhorio de Góis.
1438
Mécia Vasques de Goes faz testamento, nomeando o seu primeiro filho, Fernão de Goes, sucessor do senhorio de Góis, o qual tem estado a ser reivindicado pelo seu filho secundogénito, Gomes de Lemos.
1433
23 de Dezembro – D. Duarte confirma a Mécia Vasques de Goes, viúva, a jurisdição das terras de Góis, reforçando a sua situação de herdeira legítima, que estava a ser posta em causa.
1395
Para pôr termo a lutas de sucessão, D. João I sentencia que o morgado de Góis é pertença de Mécia Vasques de Goes, neta de Estevão Vasques de Goes, e de seu marido Gomes Martins de Lemos.
1385
Agosto – Nas vésperas da Batalha de Aljubarrota, Estevão Vasques de Goes é armado cavaleiro por D. João I.
Abril – Nas Cortes de Coimbra, Estevão Vasques de Goes está ao lado dos partidários de aclamação de D. João, Mestre de Aviz.
1380
6 de Maio – Em reunião havida em Góis, entre Estevão Vasques de Goes e as forças vivas locais, é sanado um conflito que se vinha arrastando há algum tempo, por eventuais irregularidades cometidas em cobrança de impostos e danificação do património do senhorio.
1377
10 de Abril – Estevão Vasques de Goes, o novo donatário de Góis, constitui a Colegiada na Igreja de santa Maria Maior, de Góis. O prior Fernão Gil, cónego da Sé de Coimbra, é o seu primeiro presidente. São quatro, os privilegiados desta nova instituição.
1373
No Largo de Pombal, em Góis, sob o velho castanheiro, Martim Vasques de Goes reúne-se com os homens-bons e outros residentes da vila, para revogar publicamente a doação das terras de Góis que tinha feito ao seu filho primogénito Nuno, entretanto já falecido. Será seu sucessor o seu segundo filho, Estevão Vasques de Goes.
1351
23 de Março – Sentença da Cúria Romana, dada em Avinhão, a favor de Fernão Gil, dando prova que o direito de Padroado da Igreja de Góis pertence ao donatário de Góis, na época Martim Vasques. É o documento mais antigo que se conhece comprovativo de que o Senhor de Góis era padroeiro das igrejas da vila e seu termo, sendo filiais as de Celavisa, Várzea, Colmeal e Cadafaz.
1343
7 de Abril – Martim Vasques de Goes outorga novo foral a Góis, alterando algumas cláusulas do que tinha sido feito pelo seu tio (ver ano1314).
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Martim Vasques de Goes sucede a seu tio, Gonçalo Vasques de Goes, no senhorio de Góis.
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Gonçalo Vasques de Goes, donatário das terras de Goes, que tem sido um dos cinco ministros da corte, passa a ocupar o lugar de escrivão da puridade, secretário particular do rei.
1336
Fevereiro – Gonçalo Vasques de Goes, senhor de Goes, desloca-se a Castela, para, em nome do Infante D. Pedro, filho de D. Afonso IV, receber por esposa a filha dos reis castelhanos. Gonçalo de Goes tem relações de grande amizade com D. Pedro.
1314
5 de Janeiro – É assinado em Coimbra, perante o tabelião e várias testemunhas, uma carta de foral, regulando as relações entre o senhorio e os residentes. É donatário das terras de Góis, Gonçalo Vasques de Goes.
1297
23 de Maio – É confirmada a jurisdição das terras de Góis a Gonçalo Vasques de Goes filho de Vasco Farinha de Goes.
1290
5 de Junho – No seu testamento, Vasco Farinha de Goes institui um morgado, vinculando os bens de Góis, no seu todo, aos seus descendentes.
1289
O rei D. Dinis concede a Vasco Farinha de Goes, seu vassalo, a legitimação de um filho que teve de Marinha Peres, abadessa de Ferreira de Aves, no bispado de Viseu, de nome Gonçalo Vasques.
1284
6 de Janeiro – No Convento de dominicanos de S. Domingos, em Coimbra, fez-se a reconciliação entre grupos familiares que há muito se batiam pelo senhorio de Góis. É confirmada a sua posse em Vasco Farinha de Goes.