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Os Senhores Silveira (1658-1459)

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Os senhores Silveira (1658-1459)

História de Góis em datas

Última alteração:9/05/2008
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Os Silveira chegam a Góis em meados do século XV e aqui seriam donatários durante cerca de dois séculos.
Fernão Gomes de Goes, senhor de Góis, não tinha tido filhos varões, e sua filha Beatriz, casando com Diogo da Silveira, vai abrir a porta à sua entrada. Se a primeira quebra de varonia no senhorio, verificada no século anterior, não tinha provocado a queda dos Goes, agora, nesta segunda, o clã Silveira sobrepunha-se ao de Goes.
Oriundos do Alto Alentejo, da região de Évora, constituíam uma das famílias de maior prestígio, ocupando lugares de destaque na Corte e distinguindo-se na diplomacia internacional, na vida religiosa e nas conquistas da nossa expansão ultramarina.

Era a aurora da era moderna, tempos de mudança do pensar e do agir, do emergir do homem humanista, tempos de euforia, em que Portugal se aventurava pelo mundo. E em Góis, no interior serrano, afastada do Tejo e da azáfama do seu cais da Ribeira, e dos lugares da corte deambulante, terra onde o progresso dificilmente poderia chegar, conjugam-se condições para a região vir a usufruir, em parte, desses novos ventos.
Com os Silveira, ao longo de seis gerações, Góis conhece um período de desenvolvimento, social e patrimonial. Dois deles tiveram um papel preponderante. D. Luís da Silveira, 1º Conde de Sortelha, no final do primeiro terço do século, quer pelo seu prestígio, quer pelo património construído, do qual sobressaem os novos Paços junto ao rio Ceira, palco de uma nova vida social, e a capela-mor da Igreja matriz, com o seu túmulo e estátua, obra-prima da arte renascentista. E D. Diogo da Silveira, 2º Conde de Sortelha, que se lhe sucedeu, pela constituição do Hospital de Góis, uma instituição de elevado valor e importância social, posicionando Góis na rota de viajantes de terras longínquas.
O século XVI foi o mais reluzente da sua História. Se o nome familiar Goes se tinha apagado para sempre no senhorio, o nome da nossa terra elevava-se e afirmava-se como um local relevante de Portugal

(Com a morte de Madalena de Vilhena da Silveira, encerra-se a “dinastia” Silveira em Góis. Embora continuando o senhorio num ramo familiar, o nome Silveira não mais seria dado a um Senhor local).

1658
21 de Julho – Morre Madalena de Vilhena da Silveira, filha de D. Luís da Silveira II (ver ano 1649). Seu filho Luís de Lencastre vai suceder-lhe na posse do senhorio.

1655
29 de Junho – Foi sagrada hoje, pelo pároco de Pombeiro, a nova Igreja da Várzea de São Sebastião, passando para aqui, da Várzea de Santa Isabel, a sede de freguesia.

1649
30 de Abril – Morre Branca de Vilhena de Silveira, que herdara o senhorio Góis de seu pai D. Luís da Silveira II, 3º Conde de Sortelha (ver ano 1617). Ficou viúvo seu marido D. Gregório Thaumaturgo de Castelo Branco, não deixando sucessão. O senhorio passará para sua irmã Madalena de Vilhena da Silveira.

1644
Maio – Nasce Luís de Lencastre, filho de Madalena de Vilhena de Silveira, administradora do senhorio de Góis, e de D. Pedro Luís de Lencastre, 2º Conde de Figueiró.


1617

Morre D. Luís da Silveira II, 3º Conde de Sortelha, Senhor de Góis, não deixando filhos varões. Fora casado, em primeiras núpcias, com Maria de Lencastre, de quem teve duas filhas que morreram ainda crianças. Deixa viúva Maria de Vilhena, sua segunda mulher, de quem teve outras duas filhas.

1612
4 de Outubro – Iniciou-se hoje a demarcação e medição dos limites de Góis e de Celavisa, tendo sido citados para assistir, entre outros, o Reitor da Universidade de Coimbra, o Bispo de Coimbra, como senhor de Arganil, e representantes dos conventos e concelhos da região.

D. Luís da Silveira II, 3º Conde de Sortelha, e sua mulher Maria de Vilhena, senhores de Góis, aforam os Paços Velhos, no Largo do Pombal, a Braz Gonçalves.

1606
Foram concluídas as obras da nova capela do Cadafaz (ver ano 1560).

1598
17 de Maio – É criada a Confraria e Irmandade da Misericórdia de Góis, com aprovação dos seus estatutos, cem anos depois de ser instituída a primeira Misericórdia, em Lisboa. Para data da sua festa anual, foi escolhido o dia 2 de Julho.
O edifício, no Largo do Pombal, foi construído com donativos do povo.

1595
Neste ano, cuja data está gravada sobre a porta de entrada, foi supostamente concluída a Capela de Santo António, no Cadafaz (ver ano 1560).

1593
Luís da Silveira II sucede a seu irmão Diogo, no senhorio de Góis. Diogo da Silveira II, que, por sua vez, tinha sucedido a seu avô Diogo da Silveira I, era solteiro, menor de idade, não tendo deixado descendência.

1588 (?)
Morre o Conde Diogo da Silveira I, Senhor de Góis.

1578
Morre, em Alcácer Quibir, João da Silveira, filho primogénito do Conde Diogo da Silveira I, Senhor de Góis.

1577
São aprovados os estatutos do Hospital de Góis. Destina-se principalmente a dar assistência e abrigo aos peregrinos e viajantes.

1570
5 de Maio – Por carta de D. Sebastião, desta data, é concedido a Diogo da Silveira I, Senhor de Góis, o título de 2º Conde de Sortelha.

1561
15 de Março – Morre, com 35 anos de idade, Gonçalo da Silveira, último filho de D. Luís da Silveira (ver ano 1526). Prestigiado padre jesuíta, foi missionário na Índia e na África Oriental, onde, em Monomotapa, terá tido uma morte violenta.

1560
16 de Novembro – É criada a paróquia do Colmeal, pelo Bispo de Coimbra D. João Soares. A pequena capela - ermida de S. Sebastião, no arrabalde da povoação, foi transformada em Igreja Matriz e anexada à Matriz de Góis. Os lugares que ficaram a pertencer à freguesia, além do Colmeal, são Carvalhal, Souto, Aldeia Velha, Sobral e Ádela.

Neste mesmo dia, é criada também a paróquia de Cadafaz, tendo sido decidido construir uma nova capela. Ficaram a pertencer à nova paróquia os lugares de Cadafaz, Sandinha, Capelo, Relvas e Corterredor. Cabreira fica de fora.

1559-1560
Concluída a construção do Hospital de Góis, na Praça da vila, a custas de D. Diogo da Silveira.

1557
1 de Julho – Por a Igreja Matriz estar anexada ao Hospital, passaram-se a nomear vigários. No dia de hoje, seria apresentado o Vigário Cristóvão Moreira.

28 de Junho – A Igreja Matriz de Góis é apropriada e anexada ao Hospital.

1555
Concedida aos Senhores de Góis, pela Cúria Romana, autorização para a fundação do Hospital de Góis, com uma capela de invocação a Espírito Santo. É Senhor de Góis, D. Diogo da Silveira, 2º Conde de Sortelha.

1546
João Pires é confirmado novo Prior de Góis.

1533
7 de Março – Por morte de seu pai, Diogo da Silveira toma posse do padroado da Várzea de Goes.


Morre D. Luís da Silveira, 1º Conde de Sortelha, Senhor de Góis. Foi sepultado na nova capela-mor da Igreja Matriz de Goes, junto da sua estátua, que mandara erguer. Alguns dos seus antepassados já ali se encontram enterrados: sua mulher, seus pais (ao centro, no chão), seu trisavô Gomes Martins de Lemos (na parede oposta), entre outros.

1532
D. Luís da Silveira compra a alcaidaria de Sortelha.

1531
É concluído o túmulo de D. Luís da Silveira.

Deixou de ser Prior de Góis, João da Silveira (ver ano 1523).

1529-1531
Construída a nova capela-mor da Igreja Matriz de Góis.

1529
10 de Abril – D. Luís da Silveira faz contracto com Diogo de Torralva, para a construção dos novos paços, junto ao rio Ceira, e da capela-mor da Igreja Matriz.

22 de Março – D. Luís da Silveira manda redigir o seu testamento.

1528
D. Luís da Silveira, senhor de Góis, é nomeado Vedor da Fazenda do reino.

6 de Junho – Por morte de seu pai, D. Luís da Silveira toma posse do padroado da Várzea de Góis.

28 de Maio – Morre D. Nuno Martins da Silveira, Senhor de Góis. Foi sepultado na Igreja Matriz de Góis. Era filho de Diogo Martins da Silveira, fundador da “dinastia” Silveira em Góis, e de Beatriz Lemos de Góis.

1527
Foi realizado o primeiro cadastro do reino, que indica, para a “vila de Góis e seu termo”, 321 pessoas residentes. As povoações com mais de 10 pessoas são: Góis - 77, Várzea d’Além - 27, Bordeiro - 15, Várzea da Igreja - 12.
O concelho de Góis confronta com os concelhos de Arganil, Pombeiro, Coimbra, Penacova, Lousã, Pedrogão, Pampilhosa, Alvares e Feijão.

27 (22?) de Julho – Por carta de D. João III, Luís da Silveira recebe o título de Conde de Sortelha. A distinção é-lhe concedida de “juro e herdade”, consequentemente, não transmissível aos seus herdeiros.

1526
26 de Fevereiro – Morre Brites de Noronha, mulher do Luís da Silveira, senhor de Góis. Três dias antes, tinha nascido seu filho Gonçalo. Era filha de Marechal Fernando Coutinho e Maria de Noronha.

23 de Fevereiro – Nasce em Almeirim, onde tem estado a Corte, Gonçalo, filho de Luís da Silveira e Brites de Noronha.

1525
Nuno Martins da Silveira, Senhor de Góis, é nomeado mordomo-mor da rainha D. Catarina, que casou este ano com D. João III.

1523
Confirmado Prior de Góis, João da Silveira, filho do Senhor de Góis, Nuno Martins da Silveira. Capitão-mor da Imperatriz Isabel, mulher de D. Carlos V, seria pessoa muito considerada na corte de Castela.

1521
3 de Maio – D. Manuel confirma a posse das terras de Góis a Nuno Martins da Silveira, após a morte de sua mãe, Brites Lemos de Góis.

1521 (?)

Morre Beatriz Lemos de Góis, administradora do senhorio de Góis.

1516
20 de Maio – É desta data o foral manuelino de Góis.

1514
4 de Maio – Foral manuelino do concelho vizinho de Alvares. D. Manuel ordenara uma reforma dos antigos forais, antiga aspiração das populações, que tinham dificuldade de os entender.

1482
15 de Agosto – Casam-se, na Sé de Évora, Nuno Martins da Silveira, filho de Diogo Martins da Silveira, já falecido, e de Brites Lemos de Góis, donatários das terras de Góis, com Filipa de Vilhena, dama da rainha D. Leonor. Os reis foram os padrinhos de casamento.

1476
2 de Março – Nuno Martins da Silveira, Senhor de Góis, participa na batalha de Toro, travada entre D. Afonso V e os reis católicos de Espanha. O exército português sai derrotado.

1473 (?)
Nasce Luís da Silveira, filho de Nuno Martins da Silveira e de Filipa de Vilhena.


1464

Morre em Marrocos, Diogo Martins da Silveira, Senhor de Góis. Acompanhava o séquito da Corte, perdendo a vida ao serviço do país. Deixa viúva, Beatriz Lemos de Góis, que permanecerá à frente do senhorio.


1462
Foral do concelho vizinho de Alvares, mandado redigir por D. Afonso V, para substituição do anterior foral de 1281, do reinado de D. Dinis.

1459
4 de Outubro – Foi aberto o testamento de Fernão Gomes de Goes (ver ano 1458), dispondo que seja sepultado na Igreja de São Pedro, em Vila de Conde. Ali encontra-se a sua estátua, jacente sobre o túmulo, com as armas dos senhores de Góis.

26 de Janeiro No Largo de Pombal, em Góis, sob o velho e simbólico castanheiro e perante as autoridades públicas e demais pessoas, Lopo de Fernandes, escrivão da câmara de D. Afonso V, em representação de Diogo da Silveira, que se encontra fora do país em serviço oficial, toma solenemente posse das terras de Góis.

18 de Janeiro – Por despacho desta data de D. Afonso V, o rei confirma o direito de pertença do senhorio de Góis, com sua jurisdição, rendas e direitos, a Diogo Martins da Silveira, seu Escrivão de Puridade, casado com Beatriz Lemos de Goes, filha de Fernão Gomes de Goes.

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