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Cinema > Estudios Famosos
Empresa de produção e distribuição norte-americana, fundada a 5 de Fevereiro de 1919 por Charlie Chaplin, D.W.Griffith, Mary Pickford e Douglas Fairbanks, com o objectivo de desafiar o poder dos grandes estúdios, que, segundo alguns, ganhavam fortunas à custa do talento dos artistas. A United Artist tornou-se num marco da industria cinematográfica ao ser a primeira grande empresa independente para e dos artistas (dai o seu nome).
Durante o período do cinema mudo, a United Artists ganhou prestigio e lucros graças aos filmes dos seus fundadores e de outros realizadores e actores como Buster Keaton, Rudolph Valentino Gloria Swanson. Na década de 30, a United Artists destaca-se pela distribuição de filmes de produtores independentes como Sam Goldwyn, Walt Disney, David Selznick e das produções inglesas de Alexander Korda. No início da década de 40, Goldwyn e Korda, que detinham uma importante quota de acções, abandonam a empresa e no final da década, a empresa passa maus momentos mas volta a recuperar no início dos anos 50, após ter sido adquirida por um grupo de investidores, liderado por Arthur Krim e Robert Benjamim. Cada vez mais produtores independentes fazem da United Artists a sua casa, como são os casos de Stanley Kramer, Michael Todd e da produtora que Burt Lencaster e harold Hect criam com sede na própria United Artists.
O facto da United Artists nunca ter tido os seus próprios estúdios (o que lhe criou algumas dificuldades ao longo dos tempos), revelou-se providencial, quando nas décadas de 50 e 60 virou moda as produções independentes e a rodagem de filmes em cenários reais, deixando as empresas com um custo (os estúdios) que não era rentabilizado. A decisão do Supremo Tribunal norte-americano em obrigar os grandes estúdios a venderem as suas salas de cinema revelou-se bastante boa para a empresa, uma vez que permitiu aos donos das salas escolher livremente os filmes que exibiam, entre eles os da United Artists. As décadas de 50 e 60 revelaram-se bastante positivas e da produtora saem filmes como A Rainha Africana, O Comboio Apitou Três Vezes, Marty, Quanto Mais Quente Melhor, O Apartamento, Os Sete Magníficos e os filmes de James Bond.
Em 1957, a United Artists é cotada em bolsa e dez anos mais tarde torna-se numa subsidiária da seguradora TransAmerica Corporation. Na década de 60, a distribuidora expande o seu negócio à edição de música e produção televisiva, assim como dá novo fulgor à distribuição de curtas-metragens de animação, após o sucesso da sequência inicial do primeiro filme da Pantera Cor-de-rosa. A boa sorte da empresa contínua durante a década de 70 e três dos seus filmes conquistam, em anos consecutivos, o Óscar para melhor filme: Voando Sobre Um Ninho de Cucos, Rocky e Annie Hall.
O declínio da United Artists começou quando cinco dos seus executivos abandonam a empresa (e formam a Orion Pictures) em conflito com a política da administração. Para piorar a situação, a empresa praticamente vai à falência por causa dos custos do filme As Portas do Céu (1980), na altura o mais caro filme da história do cinema e que se revelou um verdadeiro fracasso de bilheteira. Em 1981, a TransAmerica vende a frágil empresa à Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), que distribuía os seus filmes através da United desde 1973. Dez anos mais tarde, as duas empresas fundem-se sob o novo nome MGM/UA Entertainment e após sucessivas trocas de donos, a MGM/UA é adquirida, em 1992, pelo o seu maior credor, o banco francês Credit Lyonnais. O banco reestrutura a empresa e recupera o nome Metro-Goldwyn-Mayer, fazendo desaparecer a United Artists.
Em 1996, o Crédit Lyonnais vende a MGM de novo a Kirk Krikornian, que a tinha comprado e vendido anos antes, e a United Artists renasce como subsidiária especializada em produções independentes de baixo orçamento. Longe dos tempos áureos, a United Artists viveu os anos seguintes sem grande notoriedade, sendo apenas uma memória na história de Hollywood.
Em 2004, o destino da UA volta a mudar, quando um consórcio, onde se incluía a japonesa Sony, detentora da Columbia Pictures e Tristar Pictures, compra a MGM. Se no início o futuro da empresa era incerto, no final de 2006 a United Artists viu a sua sorte mudar quando o actor Tom Cruise, que tinha sido “despedido” da Paramount Pictures após um ano menos bom, é nomeado responsável pela empresa, em conjunto com a sua parceira de negócios Paula Wagner, e aposta na revitalização do estúdio com o mesmo espírito dos seus fundadores.